O Governo de Minas está investindo R$ 30 milhões para a construção do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), que será erguido em uma área de 4.400 metros no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), no bairro Engenho Nogueira, na capital mineira. O aporte total no projeto, que tem parceria também da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), será de R$ 80 milhões, sendo R$ 50 milhões do governo federal.
Ontem, durante a cerimônia que marca o início das obras do CNVacinas, o secretário-geral do Governo de Minas e vice-governador eleito, Professor Mateus Simões, salientou a relevância da construção desse polo de tecnologia e do esforço de gestão para que a sede ficasse no estado.
“Sem dúvida, é muito importante que o CNVacinas seja estabelecido aqui. Significa, inclusive, um aporte de R$ 30 milhões, uma contribuição do Estado para a Universidade e o CNVacinas. É parte de um investimento de R$ 500 milhões que o governo colocou nas 22 universidades federais que temos em Minas, para garantir que os investimentos, que não estavam sendo possíveis via Brasíla, pudessem se viabilizar com recursos estaduais ”, enfatizou.
O vice-governador ressaltou que Belo Horizonte já é, hoje, um dos maiores centros de produção de tecnologia aplicada às ciências da vida do país. “Com o CNVacinas, temos a expectativa de dar um passo adiante na comercialização, na chegada à população, dos benefícios que são desenvolvidos nos laboratórios da Universidade Federal de Minas Gerais”, disse.
O CNVacinas vai acelerar o desenvolvimento de vacinas, imunobiológicos e testes de diagnóstico para doenças humanas e veterinárias, dentro do conceito de saúde única, contribuindo com o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desenvolvimento socioeconômico do país.
O projeto vai absorver e ampliar as atividades do CTVacinas da UFMG, responsável pelos testes da SpiN-TEC, vacina contra a covid-19. Dará também independência tecnológica à produção de vacinas e testes de diagnósticos e apoiará grupos de pesquisa, instituições e empresas, por meio da capacitação de profissionais e da prestação de serviços.
O espaço será, ainda, um elo entre o ambiente acadêmico e o mercado, servindo de catalisador do processo de inovação e transferência de tecnologias para empresas e instituição. A ideia é que o ambiente se sustente, a longo prazo, por meio de parcerias com a iniciativa privada e com o ecossistema existente no parque tecnológico.
“É importante pensarmos sempre em levar a tecnologia que está sendo estudada à ponta, de transformação da vida das pessoas, finalizou ele.

