Lugar de mulher é na mesa de bar

Lugar de mulher é na mesa de bar
Meninas da Confece / Divulgação
redutea
banner redutea
banner redutea


Boa sexta Lupuladas e Lupulados! Sim... A partir de hoje essa coluna mudará sua saudação e sempre se direcionará para homens e mulheres. Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, nossa coluna foi feita para elas, e o principal, com elas. Ouvimos admiráveis mulheres, super engajadas no universo da cerveja, seja como negócio, ou como hobbie.

Apesar da inserção das mulheres no consumo e mercado cervejeiro parecer ser uma coisa recente, elas possuem uma relevância histórica fundamental. As primeiras referências que temos se dão na Babilônia e na Suméria, por volta de 4000 a.C.. Lá as mulheres que produziam cerveja eram vistas como pessoas especiais, quase deusas. Em outras culturas, como os vikings, existia uma lei que somente as mulheres podiam produzir a bebida. Mas apesar dessa relação com a história, o contexto na época era da produção da cerveja ser considerada uma atividade caseira, assim como cozinhar.

CONFIRA NO BALCÃO: IPA: o que há de melhor no lado amargo da vida

Felizmente o tempo passou, o mundo evoluiu e hoje as mulheres estão no universo cervejeiro para fazer diferença em toda cadeia seja do bussiness, da produção ou do consumo. Como a jornalista Fabiana Arreguy (@fabiana.arreguy). Uma das maiores referências atuais do mercado nacional, a Sommeliere de Cerveja e criadora do programa Pão e Cerveja está nesse universo há quase 15 anos e defende a presença feminina nos bares:

“Vivemos na capital dos bares e nossa praia é nós sentarmos à mesa dos muitos botecos de nossa cidade. É o programa de todos os belohorizontinos, uai! E não poderia ser diferente com nós, mulheres, apreciadoras de uma boa cerveja, seja mainstream ou artesanal.” Ela ainda destaca a importância dessa presença para acabar com as barreiras do preconceito. “Já passou da hora de derrubarmos esse mito de que 'mulher direita" não vai pra bar'. Vamos, sim. E, o melhor: às vezes sozinhas, pelo simples prazer de tomar uma gelada em paz!”, completou Fabiana.

Mas o preconceito ainda pode ser visto de outras formas. É o que diz a Relações Públicas Viviane Bastos, integrante da Confece (@confece_oficial), a primeira confraria de cervejas feminina do Brasil. Ela valoriza o espaço atual ocupado pelas mulheres, mas diz, “mesmo com essa conquista, percebo que ainda hoje quando uma mulher senta - sozinha ou não - e pede uma Double Ipa, por exemplo, muitos garçons chegam para avisar que é uma cerveja 'forte' e oferece algumas mais leves para beber... Prefiro pensar que ele daria esse recado para qualquer consumidor e não apenas para o publico feminino! Porém, já percebei que quando é um homem que pede essa observação raramente é feita!”, observou. Mas se ainda existem pontos para evoluir, Viviane chama a atenção para a sensível mudança de postura das marcas em relação as mulheres, principalmente no que diz respeito a comunicação:

“Vale direcionar os olhares às propagandas de cervejas: nós mulheres saímos do posto de objeto - sempre seminuas e apenas servindo o líquido - e fomos colocadas do outro lado do balcão, bebendo e pedindo, como os homens. E isso é ser reconhecida como uma consumidora que importa, que faz a diferença. Pequenas conquistas? Sim! Mas de grande significado pra quem antes nem era considerada público consumidor!”, destaca Viviane.

E não é apenas no consumo que hoje as mulheres são destaque. Na produção, podemos ver a crescente presença de mulheres frente a projetos de sucesso. E é o caso das sócias Carolina Campos e Raquel Velloso, da cervejaria Amigas do Rei (@amigasdoreicervejaria), que fica na região de Passargada. Carolina afirma que “fazendo jus a história, onde a mulher desempenha um papel de destaque na produção de cerveja, viramos a mesa do bar e ocupamos cadeiras cativas no consumo e produção de uma boa cerveja. Podemos dizer que é muito bom após um dia exaustivo de trabalho, sentar em uma mesa de bar com amigos e se deliciar de uma boa cerveja.” E no caso delas, o melhor: da própria cerveja.

Felizmente, podemos ver cada vez mais as mulheres usando e abusando das mesas de bares! Um grande exemplo disso é Fernanda Beato, Product Manager, que vê na mesa do bar um lugar multifuncional: “Mesa de bar é o melhor lugar que tem. É lugar de rir, chorar, brindar o que deu certo e esquecer quando dá errado! É lugar de falar besteira, contar segredos, fazer planos, se distrair, encontrar os amigos e esquecer do tempo. É lugar de discutir assuntos polêmicos que nunca têm fim e fazer reflexões profundas que, no fundo, só fazem sentido com um copo de cerveja na mesa! E pra falar a verdade, mal posso esperar para retomar as resenhas numa mesa de bar!”

Espaço esse que também está presente e faz falta para a publicitária Barbara Faria. Ela diz que “Eu gosto de bar e tudo que envolve uma ida ao bar, sabe? Algumas horas com umas amigas com cerveja gelada e um petisco é sair de lá com tudo resolvido. De guerras a como mudar de carreira no próximo ano. É prometer tomar só uma e pedir 3 saideiras. É contar tanto caso e emendar com o famoso “não, e detalhe!” e claro, não é detalhe de todo o caso. Cerveja e bar para mim são essenciais e pedindo perdão ao Chico Buarque, faço uma alteração concordando: E a gente vai tomando que, também, sem a cerveja. Ninguém segura esse rojão”.

Seguimos torcendo para que essa revolução permaneça, e no mundo pós pandemia a mesa do bar esta lá, pronta para servir esse publico tão especial e que merece brindar cada dia! Um brinde a mulher, seja na mesa do bar, no balção, no chão de fábrica da cervejaria ou onde for. Até porque, parafraseando Fabiana Arreguy, lugar de mulher é onde ela quiser! Cheers!

LEIA TAMBÉM:

Uma junção de cores exuberantes e vivificantes é escolha para a temporada

Cruzeiro divulga campanha 'Eu sou Cabulosa' na semana em que se comemora o dia da mulher

Estampa Vichy

Dr. Leonardo Gontijo: Uso excessivo de telas afeta nossa saúde ocular