Zoo de BH recebe sauim-de-coleira ameaçado

Sauim de coleira foto suziane brugnara nasce no ZOO Suziane Brugnara balcao News 29 9 25 Sauim de coleira foto suziane brugnara nasce no ZOO Suziane Brugnara balcao News 29 9 25
É a primeira vez que o Zoo abriga essa espécie. Foto: Suziane Brugnara/PBH.

Primeira fêmea da espécie no zoológico

O Zoológico de Belo Horizonte ganhou uma nova moradora: uma fêmea de sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie de primata criticamente ameaçada de extinção.

O animal veio do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ) e está em quarentena, em espaço reservado, ainda sem acesso ao público.

É a primeira vez que o Zoo abriga essa espécie, e já há tratativas para a chegada de um macho.

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Quarentena e cuidados especializados

O período de quarentena é obrigatório para assegurar a saúde do animal e facilitar sua adaptação ao novo ambiente.

Durante esse processo, a fêmea é monitorada por uma equipe multidisciplinar de veterinários e biólogos, que realizam exames, avaliações clínicas, ajustes na dieta e acompanhamento comportamental.

Conservação e diretrizes nacionais

A transferência segue as orientações do Plano de Ação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/CPB), em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab) e a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), responsável pelo Zoo de BH.

Segundo a diretora da Zoobotânica, Sandra Cunha, a chegada da espécie reforça o papel dos zoológicos como centros de conservação da fauna ameaçada no Brasil.

Distribuição restrita na Amazônia

O sauim-de-coleira é nativo da Amazônia e possui uma das menores áreas de ocorrência entre primatas brasileiros, restrita a cerca de 7,5 mil km² nos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, no Amazonas.

A espécie sofre forte pressão da expansão urbana, desmatamento, queimadas, fragmentação de habitat, captura para criação como pet, além de atropelamentos e choques em redes elétricas.

Importância da preservação

Para Valéria Pereira, bióloga responsável pelo Setor de Mamíferos do Zoo, a chegada do animal é um passo relevante para a conservação: “A espécie vem apresentando boa adaptação e segue sob monitoramento até sua total integração”.

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