Os metroviários de BH anunciaram nova paralisação, a partir de amanha, terça-feira. Segundo a concessionária Metrô BH — administrada pelo Grupo Comporte, que assumiu a gestão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais (CBTU-MG), o comunicado foi feito pelo sindicato, na tarde desta segunda-feira.
Os servidores prometem paralisar totalmente a circulação dos trens por tempo indeterminado. O motivo seria a insatisfação com a assinatura do contrato de concessão do metrô, entre o governo federal, governo de Minas e o Grupo Comporte, que aconteceu na última sexta-feira.
Segundo o portal itatiaia.com, os representantes do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro) falam em “desrespeito” por parte do governo federal.
Argumentam que suspenderam a greve na semana passada porque havia uma promessa de que, se suspendesse a greve, poderia haver uma negociação melhor.
Na última greve dos metroviários, iniciada em 14 de fevereiro, a Justiça determinou escala mínima de 70% da operação dos trens e multa de R$ 100 mil, e depois para R$ 200 mil — para o Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro) em caso de descumprimento. Mesmo assim, os metroviários mantiveram a greve por 34 dias.
Em comunicado, a concessionária afirma que “Baseando-se no senso de responsabilidade na prestação de um serviço público de transporte tão essencial à população de Belo Horizonte e Contagem, a concessionária tomará todas as ações necessárias à à manutenção do direito de transporte sobre trilhos de 100 mil pessoas diariamente”, informou em comunicado. Mas, não informa quais seriam essas medidas.
Em dezembro do ano passado, a Comporte Participações S/A venceu o leilão do metrô de Belo Horizonte. Mas para a categoria o processo representa prejuízos para eles e para outros setores do Brasil. O contrato seria assinado em 10 de março, mas não aconteceu.
Segundo informações do sindicato da categoria, eles queriam que o BNDES se comprometesse com os representantes sindicais, garantindo que a assinatura do contrato de repasse da (CBTU) (antiga detentora do metrô) à iniciativa privada seria adiada.
Segundo a CBTU, a paralisação dos metroviários gerou um prejuízo superior a R$ 12 milhões. Em média, 100 mil passageiros foram prejudicados diariamente com a suspensão da operação dos trens, na primeira paralisação do dia 14 de fevereiro.




