Criação do Parque Serra do Curral

A implementação do parque metropolitano proposto depende de ações integradas dos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará.
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Foto: Luiz Santana/ALMG.

A criação de um Parque Metropolitano na área da Serra do Curral pode se tornar uma estratégia para a preservação do famoso cartão-postal de Belo Horizonte. A medida foi defendida por deputados estaduais, que começaram a debater o tema nesta terça-feira (25), em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Embora ainda estejam no início, os debates sobre o parque preveem que a gestão da área fique por conta do Instituto Estadual de Florestas (IEF), ligado ao governo mineiro. BH, Nova Lima e Sabará seriam abrangidas pela unidade de conservação. Portanto, neste momento, o entendimento é que as três prefeituras devem buscar um consenso a respeito do assunto.

Defensores da criação do Parque Metropolitano alegam que o espaço possibilitaria o uso de parte da porção de terras da Serra do Curral para atividades como trilhas, esportes radicais, pesquisas e eventos familiares, como piqueniques.

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Paralelamente, existem questionamentos ao tamanho da unidade de conversação – há o temor de que o parque sirva como uma espécie de aval à exploração de outras partes das famosas montanhas.

Entusiasta da criação do Parque Metropolitano, o deputado estadual Doorgal Andrada (Patriota) apresentou, ao Legislativo, um projeto que autoriza a formação da unidade de conservação. Neste momento, a Serra do Curral, é tombada pelo governo federal e pela Prefeitura de BH – o processo de tombamento estadual não foi concluído.

Exemplo de Ibitipoca
Segundo Doorgal, embora o tombamento seja importante, o parque serviria para reforçar as instâncias de preservação

“Se não tivermos a sociedade como fiscal, lá dentro, usando aquela área, vai ser difícil (preservar). Porque aos poucos as áreas que vão ficando mais afastadas vão sendo degradadas e possivelmente recebendo atividades clandestinas”, disse, citando o Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata, como exemplo de espaço em que atividades feitas pela população, como as trilhas, servem para garantir a manutenção da natureza ali presente.

As conversas sobre o Parque Metropolitano da Serra do Curral envolvem, também, o setor produtivo. Isso porque há mineradoras funcionando nas imediações.

A proposta de criação do Parque Metropolitano da Serra do Curral será debatida nesta terça-feira (25/4/23), às 9 horas, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

A reunião será no Auditório José Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e foi solicitada pelo deputado Doorgal Andrada (Patri), defensor da ideia de criação do parque como um local de preservação e também de lazer, turismo, prática esportiva e eventos.
O parlamentar é um dos idealizadores da Campanha pelo Parque Metropolitano da Serra do Curral, lançada para conscientização e coleta de apoios à ideia.

A implementação do parque metropolitano proposto depende de ações integradas dos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará, tendo sido convidados para o debate prefeitos e secretários municipais de meio ambiente dos três municípios, além de gestores de órgãos do Governo do Estado, a exemplo do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Também estão convidados representantes de instâncias como Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA), Projeto Manuelzão e Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). 

Tombamento
A proposta do parque, segundo Doorgal Andrada, já foi levada por ele a reuniões com autoridades dos municípios envolvidos e representantes de instituições da sociedade civil.

“Agora, na audiência pública, iniciamos um debate mais amplo com a sociedade para que possamos construir uma proposta ainda mais sólida e abrangente”, espera o parlamentar, para quem a iniciativa não esbarra em discussões e tratativas para o tombamento da Serra do Curral, para fins de conservação.

“A criação do Parque Metropolitano da Serra do Curral não interfere no processo de tombamento. A ideia é garantir a preservação por meio do uso consciente e planejado dos recursos da Serra do Curral, nos moldes do que acontece com o Parque Nacional da Tijuca, no Rio.”
Doorgal Andrada
Dep. Doorgal Andrada
A expectativa, segundo o parlamentar, é que no parque metropolitano sejam realizadas atividades educacionais, esportivas, pesquisas sobre fauna e flora, lazer e até mesmo eventos, inclusive gerando recursos para a própria manutenção do espaço e para a cadeia do turismo.

Integração
O site da Campanha pelo Parque Metropolitano da Serra do Curral destaca que a serra está em vários municípios, em terrenos públicos e privados, sendo que alguns trechos já são parques e áreas de preservação, outros são propriedades particulares e áreas de exploração e mineração.

Nesse sentido, a proposta apresentada é a de unificar toda a área em questão num grande parque que preserve a serra e também sirva de espaço para turismo e uso sustentável pelos cidadãos.

“Criar um parque demanda um projeto de lei, mas produzir uma verdadeira unidade de conservação demanda integração metropolitana, aderência a critérios nacionais e integração entre administração de diferentes municípios e governos”, defende a campanha em sua apresentação à sociedade.

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