A retomada da navegação turística na Lagoa da Pampulha ganhou fôlego ontem, terça-feira, com a visita técnica de representantes da Capitania dos Portos Fluviais de Minas Gerais, órgão ligado à Marinha do Brasil.
O encontro com a Prefeitura de Belo Horizonte marcou um importante avanço nos estudos para a reativação das atividades náuticas no cartão-postal mais icônico da capital mineira.
O trajeto realizado a bordo de uma balsa de manutenção percorreu, durante cerca de uma hora, toda a extensão da lagoa, abrangendo as áreas operacionais e os setores integrados ao Conjunto Moderno da Pampulha — declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.
Na oportunidade, os técnicos da Marinha conheceram os contratos, procedimentos e resultados relacionados à limpeza e conservação do espelho d’água executados pela Prefeitura nos últimos anos.
A ação integra um esforço coordenado da administração municipal para devolver à população e aos visitantes a experiência de navegar pelas águas da Pampulha, aliando lazer, turismo sustentável e preservação ambiental.
Estruturação legal em andamento
Com foco na viabilidade técnica e segurança da operação, a Prefeitura criou um grupo de trabalho intersetorial composto por diversos órgãos da administração municipal. Participam da iniciativa as secretarias de Obras e Infraestrutura, Cultura, Esportes e Lazer, Políticas Urbanas, além da Guarda Civil Municipal, entre outros.
Esse coletivo será responsável por construir a base legal e operacional que dará sustentação à retomada das atividades náuticas. Entre as atribuições está a elaboração do marco regulatório, a definição de normas de operação e a cooperação com a Capitania dos Portos para a capacitação de servidores.
A proposta é garantir que todas as etapas do processo atendam às exigências legais de segurança e de controle ambiental, de forma a transformar a navegação na Pampulha em um modelo de gestão responsável e eficiente.
Aprovação técnica e expectativas futuras
Ao final da visita, os representantes da Marinha classificaram o projeto como tecnicamente viável, elogiando o comprometimento da Prefeitura com a qualidade ambiental da lagoa e a manutenção da infraestrutura necessária para suportar o retorno das embarcações.
“Cabe agora à Prefeitura a definição das normas e diretrizes que nortearão a retomada das atividades náuticas, com o apoio técnico da Capitania dos Portos”, afirmou Ana Paula Fernandes, diretora de Manutenção de Bacias da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi).
Turismo sustentável no horizonte
A retomada da navegação turística na Lagoa da Pampulha é mais do que uma questão de mobilidade aquática. Representa um projeto de valorização do espaço público, fortalecimento do turismo cultural e promoção de práticas sustentáveis em uma área de reconhecido valor paisagístico e arquitetônico.
Para a Prefeitura, trata-se de reafirmar o papel da Pampulha como um espaço plural — de convivência, contemplação e movimento.
O retorno das embarcações, além de reviver um antigo atrativo da cidade, deve impulsionar o turismo local e abrir novas possibilidades de uso qualificado para o espelho d’água, com total respeito ao meio ambiente e ao patrimônio.
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