Cidade dos Carros chega à BH com clássicos, rock e gastronomia

Linha de veículos clássicos estacionados em Belo Horizonte durante encontro automotivo, com destaque para um Chevrolet Caravan branco. Linha de veículos clássicos estacionados em Belo Horizonte durante encontro automotivo, com destaque para um Chevrolet Caravan branco.
Chevrolet Caravan e outros clássicos marcam presença no Cidade dos Carros, evento que celebra história, rock e gastronomia em BH. Foto: Divulgação/Acervo CAF.

Uma celebração à paixão automotiva

Belo Horizonte se prepara para um evento que vai muito além de um simples encontro de carros. No próximo domingo, 17 de agosto de 2025, a partir das 9h, o Uni-BH – Campus Buritis abrirá suas portas para receber o Cidade dos Carros, uma verdadeira experiência sensorial que une automobilismo clássico, cultura custom, música ao vivo e gastronomia artesanal.

Com o pátio tomado por veículos que marcaram época, bandas que celebram o rock em todas as suas vertentes e uma variedade gastronômica capaz de agradar os paladares mais exigentes, o evento promete ser um marco no calendário cultural e automotivo de Minas Gerais.

Mais que carros: um mergulho na memória

O Cidade dos Carros não se limita a expor máquinas; ele conta histórias. Cada veículo presente carrega memórias de viagens, encontros, conquistas e até romances que começaram ao som do motor. O público poderá ver de perto automóveis antigos, modelos raros e veículos customizados que refletem a personalidade e dedicação de seus proprietários.

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Em um estado com forte tradição automotiva, o encontro se torna um espaço de celebração da memória e do design. Não é incomum que visitantes encontrem no pátio exatamente o modelo que fez parte da infância ou juventude — o carro do avô, o Fusca azul que o pai dirigia ou o Opala que embalou os anos 80.

Preservação do antigomobilismo

Segundo estimativas de clubes especializados, Minas Gerais abriga milhares de colecionadores ativos, e eventos como o Cidade dos Carros desempenham papel fundamental para manter viva a cultura do antigomobilismo. Restaurar e preservar veículos exige paciência, investimento e conhecimento técnico. Muitas peças já não são produzidas, o que obriga colecionadores a recorrerem a importações ou adaptações criativas para manter seus automóveis rodando.

Linha do tempo sobre rodas

Para o visitante que quer entender mais, o evento oferece a oportunidade de conhecer diferentes décadas do design automotivo. De clássicos norte-americanos com motores V8 roncando até compactos europeus que marcaram as ruas brasileiras, cada exemplar exposto é uma aula viva de engenharia e estilo.

  • Anos 50 e 60: cromados abundantes, linhas curvas e cores vibrantes, inspirando otimismo no pós-guerra.
  • Anos 70: início da busca por eficiência, com carros mais compactos, mas ainda com presença marcante.
  • Anos 80 e 90: popularização de modelos icônicos no Brasil, muitos dos quais hoje são objeto de restauração e culto.

O palco do rock e a trilha sonora perfeita

Um encontro de carros sem música é como uma estrada sem destino. No Cidade dos Carros, a trilha sonora ao vivo é parte fundamental da experiência. A programação musical foi pensada para acompanhar o clima e a energia do evento, com bandas e artistas que transitam por diferentes estilos do rock.

Atrações confirmadas:

  • Putzgrilla – referência no rock nacional, com interpretações que resgatam clássicos e também surpreendem com releituras.
  • Cash – mistura de hits nacionais e internacionais, mantendo o público em movimento.
  • Charlie Uai – tributo emocionante ao Charlie Brown Jr., levando fãs a reviverem letras e riffs que marcaram gerações.
  • Velotrol – uma viagem pelas décadas de 80 e 90, intercalando com sucessos mais recentes.

Nos intervalos, o DJ DH mantém a vibração alta, mesclando rock, pop e sons que embalam a cultura automotiva.

Gastronomia que desperta os sentidos

O evento não se limita ao prazer visual e auditivo. A gastronomia artesanal será um espetáculo à parte, com oito rótulos de chopp artesanal e especial e mais de 16 estações gastronômicas. Entre as opções, destaque para:

  • Churrascos preparados na brasa
  • Hambúrgueres artesanais suculentos
  • Petiscos mineiros e pratos de boteco
  • Opções vegetarianas e veganas para atender todos os públicos

Cada detalhe foi pensado para proporcionar conforto e variedade, transformando a visita em um passeio completo.

Inclusão e convivência

Com espaço Pet Friendly e área kids, o Cidade dos Carros reforça seu compromisso com um ambiente familiar e acolhedor. O objetivo é que todos — dos mais apaixonados por motores aos que querem apenas aproveitar um domingo diferente — se sintam parte da festa.

Entrevistas exclusivas com expositores

João Henrique, colecionador há 25 anos:

“Meu primeiro carro antigo foi um Dodge Charger 1974, comprado com muito sacrifício. Hoje, participar de eventos como este é como voltar no tempo e compartilhar memórias com novas gerações.”

Mariana Souza, restauradora e designer automotiva:

“Cada carro que restauro é uma obra de arte. Aqui, podemos mostrar o valor histórico e estético dessas máquinas, além de inspirar novos entusiastas.”

O papel cultural dos encontros automotivos em Minas

Belo Horizonte e outras cidades mineiras têm um calendário robusto de encontros automotivos, que movimentam não apenas o setor de eventos, mas também oficinas especializadas, lojas de peças, hotéis, bares e restaurantes.

Segundo levantamento de entidades ligadas ao turismo, eventos de grande porte como o Cidade dos Carros podem gerar impacto econômico significativo, atraindo visitantes de outras cidades e até estados vizinhos.

Dicas para aproveitar ao máximo

  • Chegue cedo para garantir estacionamento e aproveitar todo o dia.
  • Leve câmera ou celular carregado – as fotos serão muitas.
  • Prove diferentes rótulos de chopp e pratos variados.
  • Converse com os expositores – eles têm histórias fascinantes para contar.
  • Use roupas confortáveis e protetor solar, já que parte do evento será ao ar livre.

Serviço: Cidade dos Carros – Encontro de Clássicos, Customizados e Cultura Automotiva

Data: 17 de agosto de 2025 (domingo)
Horário: a partir das 9h
Local: Uni-BH – Campus Buritis, Av. Professor Mário Werneck, 1685 – Buritis
Entrada: Gratuita para visitantes e para veículos antigos (vagas limitadas)
Informações: (31) 9 8276-1139
Instagram: @cidadedoscarrosbh
Ingressos e inscrições: Sympla – Cidade dos Carros

A história do antigomobilismo em Minas e no Brasil

O fascínio por carros antigos vai muito além da estética ou da potência dos motores. É um fenômeno cultural que atravessa décadas e conecta gerações. No Brasil, e especialmente em Minas Gerais, essa paixão ganhou contornos únicos, moldados pela história econômica, pela cultura regional e pelas transformações sociais que acompanharam a chegada e popularização do automóvel.

Primeiros automóveis no Brasil

O primeiro automóvel a circular em território brasileiro desembarcou em 1891, no porto de Santos. Era um Peugeot Type 3, importado por Alberto Santos-Dumont. A partir desse marco, o automóvel passou a simbolizar modernidade e status, restrito inicialmente às elites urbanas.

Minas Gerais, ainda no início do século XX, acompanhava essa transformação com curiosidade. Em cidades como Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberaba, os primeiros veículos começaram a circular pelas ruas de terra, enfrentando desafios como a falta de infraestrutura viária e combustível.

Expansão da indústria nacional

A grande virada para o mercado automotivo brasileiro ocorreu a partir da década de 1950, com a instalação das primeiras montadoras no país. A fundação da Fábrica Nacional de Motores (FNM), seguida pela chegada da Volkswagen, Ford e Chevrolet, transformou o automóvel em um produto mais acessível, embora ainda distante do poder de compra da maioria da população.

Modelos como o Fusca, lançado oficialmente no Brasil em 1959, e o Chevrolet Opala, que estreou em 1968, tornaram-se ícones e são hoje peças centrais de qualquer encontro de carros antigos. Em Minas, especialmente na região metropolitana de BH, surgiram os primeiros clubes e grupos de entusiastas.

Consolidação da cultura antigomobilista

Nos anos 1970 e 1980, a popularização dos carros nacionais coincidiu com um período de criatividade no design e na mecânica. Modelos como o Dodge Charger R/T, o Maverick GT e o Chevette conquistaram um público fiel, enquanto veículos utilitários como a Kombi e a Rural Willys se tornavam indispensáveis para famílias e empresas.

A diversidade de relevo e o patrimônio arquitetônico mineiro criaram um cenário perfeito para passeios e encontros, unindo a estética das cidades históricas ao charme dos veículos antigos.

Desafios da preservação

A manutenção exige mão de obra especializada, peças raras e um cuidado quase artesanal. Colecionadores se tornam detetives em busca de componentes originais, muitas vezes importados ou encontrados em feiras e leilões.

Eventos como guardiões da memória

Encontros como o Cidade dos Carros têm papel crucial para manter viva essa cultura. Eles aproximam o público de todas as idades e estimulam a economia criativa, fortalecendo oficinas, tapeçarias e fornecedores especializados.

Minas no cenário nacional

Cidades mineiras figuram entre as mais importantes do calendário nacional, com encontros que atraem colecionadores de todo o Brasil e do exterior. Araxá, por exemplo, realiza um dos eventos mais respeitados do país, reunindo raridades de altíssimo valor histórico e comercial.

O futuro do antigomobilismo

Com a chegada dos carros elétricos e novas tecnologias, o antigomobilismo deve encontrar formas de coexistir. Em países como Inglaterra e Alemanha, veículos antigos já circulam com licenças especiais, reconhecendo seu valor cultural. É possível que o Brasil siga esse caminho.

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