Atlético segura empate contra o Vasco pelo Brasileirão 2025

Gabriel Menino comemora gol pelo Atlético-MG ao lado de companheiro durante empate contra o Vasco em São Januário pelo Brasileirão 2025. Gabriel Menino comemora gol pelo Atlético-MG ao lado de companheiro durante empate contra o Vasco em São Januário pelo Brasileirão 2025.
Gabriel Menino vibra com gol pelo Atlético-MG no empate com o Vasco, em duelo eletrizante no Brasileirão 2025. Foto: Pedro Souza/CAM.

Gol relâmpago de Gabriel Menino, pênalti de Vegetti marcam confronto no Dia dos Pais

O domingo de Dia dos Pais no futebol brasileiro reservou um daqueles capítulos que ficam na memória do torcedor: Vasco da Gama e Atlético mediram forças em São Januário, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro 2025, e entregaram ao público uma partida de alta voltagem, recheada de reviravoltas emocionais, lances plásticos e decisões que alteraram o rumo do jogo.

Apesar de ter largado na frente com um gol antológico de Gabriel Menino aos 38 segundoso mais rápido desta edição da Série A —, o Galo viu a vantagem escapar ainda no primeiro tempo, com o argentino Pablo Vegetti convertendo um pênalti. O empate por 1 a 1, no entanto, não traduz toda a intensidade e as nuances de um duelo onde cada detalhe fez diferença.

Antes da bola rolar

O Atlético chegava ao Rio de Janeiro com 24 pontos e a necessidade de somar para seguir próximo do pelotão de cima, ainda com dois jogos atrasados devido à disputa da Copa Sul-Americana. O Vasco, por sua vez, buscava se distanciar da zona de risco, apostando no fator casa e na força da torcida cruzmaltina para pressionar desde o início.

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A ausência de nomes importantes — como Hulk, Saravia e o recém-contratado Reinier — obrigou o técnico Cuca a montar um time com ajustes táticos pontuais. Do outro lado, o Vasco mantinha sua estrutura habitual, explorando o jogo físico e a bola aérea como armas prioritárias.

Gol mais rápido do Brasileirão

Mal o torcedor terminava de se acomodar nas arquibancadas, e o placar já se alterava. Uma jogada construída pela esquerda, com Tomás Cuello encarando a marcação e cortando para dentro, encontrou Gabriel Menino livre. O chute, potente e com curva venenosa, morreu no canto, sem defesa para Léo Jardim.

O relógio marcava 38 segundos, e a estatística já estava garantida: era o gol mais precoce da competição até o momento. O feito coroava não apenas a frieza técnica do meio-campista, mas também a proposta agressiva do Galo, que optou por sufocar o adversário desde o pontapé inicial.

Pênalti revisado pelo VAR

O Vasco, empurrado pela sua torcida, tratou de responder. Explorando as laterais e acionando cruzamentos, conseguiu empurrar o Atlético para seu campo. Aos 17 minutos, um lance de disputa na área terminou com Coutinho caindo após contato de Cuello.

O árbitro inicialmente nada marcou, mas o VAR chamou para revisão. Após checar o monitor, a penalidade foi confirmada. Pablo Vegetti, especialista na marca da cal, bateu com segurança, deslocando Everson e empatando o jogo.

O duelo das estratégias

O empate abriu espaço para uma disputa tática mais evidente. O Vasco insistia na pressão alta e no jogo aéreo, enquanto o Atlético procurava explorar transições rápidas, principalmente pelos lados com Rony.

Duas jogadas seguidas do camisa 11 quase recolocaram o Galo em vantagem. Na primeira, um chute forte de fora da área passou por cima; na segunda, Léo Jardim salvou com defesa plástica, cedendo escanteio.

O primeiro tempo ainda reservou um momento de brilho defensivo: Everson, atento, se esticou para espalmar chute forte de Paulo Henrique. A bola bateu na trave e sobrou para Rayan, que desperdiçou ao mandar por cima.

Intervalo e mudanças de Cuca

Ciente da necessidade de ganhar o meio-campo, Cuca voltou para a segunda etapa com Alexsander no lugar de Igor Gomes. O efeito foi imediato: logo no primeiro minuto, Scarpa levantou bola na área, Lyanco finalizou com violência, mas a bola passou raspando o travessão.

A resposta do Vasco veio em um erro na saída de bola atleticana, permitindo que Coutinho aparecesse livre diante de Everson. Novamente, o goleiro mostrou reflexos de elite, evitando o gol da virada.

Intensidade e chances claras

Aos 20 minutos, Cuca trocou Tomás Cuello e Gabriel Menino por Júnior Santos e Biel. A partida ganhou velocidade, mas o Vasco manteve o controle das ações ofensivas por alguns minutos.

O ponto alto da pressão cruzmaltina foi um cruzamento que passou por toda a defesa até Vegetti, que não conseguiu concluir. Do lado alvinegro, Tchê Tchê quase marcou em dois arremates de fora da área, ambos tirando tinta da trave.

O lance perdido que poderia decidir

Aos 36 minutos, o zagueiro Lyanco arrancou aplausos ao sair driblando da defesa e iniciar uma jogada que terminou com cruzamento rasteiro de Rony. A bola atravessou a área e chegou a Biel, com o gol aberto. A finalização, porém, subiu demais, levando as mãos à cabeça de todos no banco.

Reta final e controle de posse

Cuca ainda colocou Caio e Bernard para dar novo fôlego ao ataque. O Atlético terminou o jogo dominando a posse e circulando a bola, mas sem conseguir furar o bloqueio defensivo do Vasco, que apostava nos contra-ataques e administrava o placar.

Onde o jogo foi decidido

  • Gol relâmpago e resposta rápida – O Atlético mostrou eficiência inicial, mas não conseguiu sustentar o ritmo de pressão.
  • Exploração das laterais – Vasco criou perigo principalmente com bolas alçadas e ultrapassagens pelos flancos.
  • Força defensiva de Lyanco – Soberano nos duelos aéreos, manteve solidez e ainda protagonizou jogada ofensiva decisiva.
  • Everson como fator de segurança – Três defesas fundamentais impediram a virada.
  • Ineficiência na finalização – O Galo teve chances claras, mas desperdiçou oportunidades, especialmente com Biel.

Repercussão pós-jogo

Everson resumiu a frustração pelo resultado:

“Viemos para vencer. Fizemos um gol cedo, mas erramos no pênalti. Empate fora é bom, mas poderíamos ter saído com três pontos.”

A torcida, dividida, reconheceu o esforço da equipe, mas cobrou mais precisão na conclusão das jogadas.

Impacto na tabela e projeção

Com o empate, o Atlético chega a 24 pontos em 17 jogos, mantendo-se na 10ª colocação. O Vasco soma mais um ponto e segue na luta para se afastar da parte inferior da tabela.

Agenda e próximos desafios

O Atlético volta a campo na quinta-feira (14) para enfrentar o Godoy Cruz às 19h, na Arena MRV, pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. No domingo seguinte (17), o duelo será contra o Grêmio, novamente em casa, pelo Brasileirão.

Ficha técnica: Vasco 1×1 Atlético

Campeonato: 19ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 10/08/2025
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro
Horário: 16h (de Brasília)

VASCO: Léo Jardim; Paulo Henrique (Victor Luís), João Victor, Lucas Freitas e Pumita Rodriguez; Hugo Moura, Tchê Tchê, Rayan, Coutinho (Garré) e Nuno Moreira (David); Vegetti.
Técnico: Fernando Diniz

ATLÉTICO: Everson; Natanael, Lyanco, Junior Alonso e Arana; Alan Franco, Gabriel Menino (Biel), Igor Gomes e Scarpa (Bernard); Rony (Caio), Cuello (Júnior Santos).
Técnico: Cuca

Arbitragem: Davi de Oliveira Lacerda, auxiliado por Danielo Ricardo Manis e Douglas Pagung
Cartões amarelos: Paulo Henrique e Lucas Freitas, Vegetti (VAS); Alexsander (CAM)
Gols: Gabriel Menino, aos 38 segundos do primeiro tempo, para o Atlético; Vegetti, aos 17, para o Vasco.

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