Presos líderes de fraude no INSS

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A prisão integra o desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em aposentadorias e pensões pagas pelo Inss. Foto: Reprodução Linkedin/Agência Br.

PF deflagra Operação Cambota contra fraudes no INSS

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira (12) Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Maurício Camisott. Eles são apontados como suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

Suspeitos em esquema de descontos ilegais

De acordo com as investigações, o grupo teria atuado em fraudes relacionadas a descontos não autorizados em benefícios previdenciários, lesando milhares de segurados em todo o país.

As prisões integram o desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Alvos de CPI no Congresso

Antunes e Camisott também são citados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a fraude no INSS. O colegiado já havia aprovado a quebra de sigilos e pedidos de prisão preventiva contra ambos e outros investigados.

As apurações seguem em andamento, com participação da PF, da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ação é desdobramento da Operação Sem Desconto

A ação, segundo a Agência Brasil é um desdobramento da Operação Sem Desconto, iniciada em abril, e apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.

Segundo a corporação, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo e no Distrito Federal.

As investigações apontam crimes de obstrução de investigação de organização criminosa, além de dilapidação e ocultação de patrimônio por parte de alguns investigados.

Esquema bilionário em aposentadorias

Em abril, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram que entidades investigadas podem ter descontado R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Na ocasião, cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais, incluindo o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens e a prisão temporária de seis suspeitos.

O esquema envolvia irregularidades em mensalidades associativas descontadas diretamente dos benefícios previdenciários, sem autorização dos segurados.

CPMI amplia investigações

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso aprovou, nesta quinta-feira (11), 400 pedidos de informações e a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema.

Entre os investigados estão empresários como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisoti, além do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Na semana anterior, a comissão já havia aprovado pedidos de prisão preventiva de Stefanutto e de outros 18 envolvidos.

Ressarcimento a aposentados

De acordo com o INSS, 1,6 milhão de beneficiários já receberam R$ 1,084 bilhão em ressarcimentos referentes a descontos ilegais aplicados entre março de 2020 e março de 2025.

O pagamento é viabilizado por medida provisória que liberou R$ 3,31 bilhões em créditos extraordinários, além do bloqueio judicial de R$ 2,8 bilhões em ativos de investigados, solicitado pela AGU.

Os valores são pagos em parcela única, corrigidos pelo IPCA, diretamente na conta em que o aposentado ou pensionista recebe o benefício. O prazo para contestação segue aberto até 14 de novembro de 2025.

 

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