Vice-governador deixou o Novo
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, se filiou nesta segunda-feira ao PSD com o objetivo de disputar o Palácio Tiradentes em 2026.
Em ato com a presença de deputados, prefeitos e charanga, Simões, que pertencia ao Novo, citou a família e disse ter sido escalado por Deus em 1981, ano em que nasceu, para cumprir uma missão. “Que pretendo realizar com a ajuda de vocês“, discursou.
A filiação ocorreu em um hotel de Belo Horizonte com as presenças do governador Romeu Zema (Novo) e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Mateus Simões amplia aliança e busca apoio de PL e Republicanos para disputa ao governo de Minas em 2026
Vice-governador migra para o PSD com aval de Zema e articula frente de centro-direita; Kassab declara apoio e entrega liderança da coligação ao governador mineiro
O vice-governador Mateus Simões afirmou que, além do Novo e do PSD, outros seis partidos — PP, União Brasil, Podemos, Mobiliza, PRD e DC — já integram a aliança que o apoia na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026.
Segundo o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), pré-candidato ao Senado em uma das duas vagas da chapa, as conversas também avançam com PL e Republicanos.
De acordo com Aro, o PL ainda não apresentou candidato ao governo, enquanto o Republicanos tem como possível nome o senador Cleitinho, que, caso entre na aliança, deixaria de disputar o Executivo estadual. “Estamos esperando o PL e o Republicanos”, afirmou o secretário.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Cleitinho, que encaminhou o pedido de posicionamento ao presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, apontado como pré-candidato ao Senado. Até o momento, não houve resposta.
Novo na chapa majoritária
Durante o ato de filiação ao PSD, Simões assegurou que o Novo estará na chapa majoritária da aliança. “O Novo nesse momento comporá a majoritária. É claro que em qual posição ainda temos que discutir com o próprio Novo e os outros partidos”, disse.
A mudança partidária foi justificada como estratégia para ampliar a competitividade eleitoral. O PSD, com 180 prefeituras em Minas, é hoje a legenda com maior presença municipal no estado — em contraste com as nove administrações do Novo.
Além disso, o fundo eleitoral recebido pelo PSD nas últimas eleições municipais foi de R$ 421 milhões, contra R$ 37 milhões do Novo.
Kassab entrega liderança a Zema
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que o governador Romeu Zema é o líder político da aliança que apoia Simões. “A partir de hoje estamos sob o seu comando. Cabe a ele nos liderar”, afirmou, dirigindo-se ao governador durante o evento.
Kassab também elogiou a decisão de Zema de se colocar como pré-candidato à Presidência da República em 2026, destacando sua “integridade e capacidade de gestão”.
Palanque mineiro para Zema
Simões confirmou que a articulação com o PSD também envolve a construção do palanque estadual de Zema na corrida presidencial. “Em Minas Gerais, o palanque é do governador Romeu Zema. Essa é a construção e é assim que caminharemos”, afirmou. O vice-governador também citou o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), como outro nome de destaque na política nacional.
Rodrigo Pacheco fora da disputa
O presidente estadual do PSD, deputado Cássio Soares, afastou a possibilidade de o senador Rodrigo Pacheco disputar o governo de Minas.
Segundo ele, o parlamentar estaria focado na intenção de ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Pacheco é um quadro altamente qualificado, mas tem direcionado sua atenção à possibilidade de integrar o STF. Aqui em Minas, o PSD caminhará com Mateus Simões”, afirmou.
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