Senado aprova novas regras para o setor elétrico

Senado aprova MP com novas regras setor eletrico Jonas Pereira Balcao News Senado aprova MP com novas regras setor eletrico Jonas Pereira Balcao News
MP vai permitir que qualquer consumidor escolha seu fornecedor. Foto: Jonas Pereira - Agência Senado.

E libera mercado livre de energia para todos os consumidores

MP 1.304/2025, que busca conter aumento das tarifas e modernizar o sistema elétrico, segue para sanção presidencial após votação simbólica no Senado

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (30) a Medida Provisória 1.304/2025, que redefine as regras do setor elétrico brasileiro e autoriza a abertura gradual do mercado livre de energia para todos os consumidores — residenciais e comerciais.

A proposta,  segundo a Agência Senado aprovada na forma de projeto de lei de conversão, segue agora para sanção presidencial.
A medida, editada para conter o aumento nas tarifas de energia, trata também de subsídios da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), royalties do petróleo e incentivos a novas tecnologias de armazenamento de energia.

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O texto foi relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que destacou a “modernização e o reequilíbrio do sistema elétrico” como principais metas da proposta.

“Fizemos aquilo que foi possível no regime democrático: modernizar o setor, reduzir custos e enfrentar as discussões estratégicas de um dos temas mais complexos do país”, afirmou Braga após a votação.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), elogiou a articulação política do relator e do deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), presidente da comissão mista que analisou a MP.

Mercado livre e cronograma

A principal novidade é a ampliação do mercado livre de energia (ACL), permitindo que qualquer consumidor escolha seu fornecedor.

A abertura será feita em etapas: em dois anos para indústrias e comércios e em três anos para consumidores residenciais. Antes disso, o governo deverá promover campanhas de informação e definir regras para o Suprimento de Última Instância (SUI), que garantirá fornecimento em casos emergenciais.

Contenção dos subsídios e da CDE

A MP busca conter o aumento dos subsídios setoriais financiados pela CDE, cujo orçamento chegou a R$ 49,2 bilhões em 2025, alta de 32,4% em relação a 2024, segundo a Aneel. O texto estabelece um teto de arrecadação para o fundo, com atualização apenas pela inflação a partir de 2027.

Petrobras e royalties do petróleo

Entre os pontos polêmicos, o texto prevê que os royalties do petróleo passem a ser calculados com base em médias de preços internacionais. O governo tentou retirar esse dispositivo na Câmara, sem sucesso, e deve vetar o trecho na sanção, segundo o senador Izalci Lucas (PL-DF).

Pequenas Centrais e geração distribuída

O projeto mantém a contratação de até 4.900 MW em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com reajustes atrelados ao INCC e ao IPCA. Também destina 100% da receita das outorgas de hidrelétricas à CDE pelos próximos sete anos, com aporte superior a R$ 15 bilhões.

Foi aprovada ainda isenção fiscal para sistemas de armazenamento de energia (BESS), abrangendo IPI, PIS/Cofins e imposto de importação. Já a proposta de cobrança adicional sobre novos projetos de geração distribuída (solar e eólica) foi retirada, após forte resistência do setor.

Na Câmara, os deputados também aprovaram emenda que garante ressarcimento por curtailment — interrupção da geração renovável por excesso de oferta ou restrições na rede. Braga criticou a medida, afirmando que “onera desnecessariamente o sistema”, mas respeitou a decisão do Congresso.

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