FIEMG pede mudanças na MP do Setor Elétrico para garantir avanços

Flavio Roscoe SJJ 31 10 25 Balcao News Flavio Roscoe SJJ 31 10 25 Balcao News
“A aprovação do texto sem ajustes pode elevar o custo da energia. Foto: Sebastião Jacinto Júnior - Fiemg.

Entidade alerta para riscos à transição energética

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirma que a Medida Provisória de número 1.304/2025, aprovada pelo Congresso Nacional a última quinta-feira (30), traz avanços para a modernização do setor elétrico brasileiro.
Contudo, a entidade alerta para pontos que podem comprometer a transição energética e reduzir a competitividade da indústria nacional. Segundo a Fiemg, é necessário suprimir alguns dispositivos da MP que criam encargos e mantêm privilégios às usinas termelétricas, poluentes movidas a carvão mineral.
O texto aprovado pelos parlamentares mantém a ideia do governo de reduzir os subsídios que tornam a conta de luz mais cara, mas mantém a previsão do governo comprar energia a carvão até 2040.
“O texto da MP traz avanços relevantes para o setor, mas ainda preserva alguns pontos que são prejudiciais, gerando custos desnecessários que contrariam o caminho da modernização e da energia limpa. É possível aprimorar a proposta, mantendo o foco em tarifas justas, segurança energética e sustentabilidade para consumidores e para o setor”, disse o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
A Fiemg ressalta que o compromisso do Congresso deve estar voltado à modernização do setor com a redução de subsídios ineficientes, além da expansão segura do mercado livre e fortalecimento de fontes limpas. A entidade destaca a necessidade de valorização das hidrelétricas.
“A aprovação do texto sem ajustes pode elevar o custo da energia, fazer com que os recursos continuem sendo mal direcionados e levar o Brasil a perder o protagonismo na agenda global de energia limpa e sustentável”, completa Roscoe.
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