FIEMG cobra aplicação de direito antidumping sobre malhas de poliéster importadas da China

Flavio Roscoe Veta Lula Ja no Balcao News Flavio Roscoe Veta Lula Ja no Balcao News
Para Flávio Roscoe, a ausência de ação por parte do governo comprometeria milhares de empregos. Foto: Divulgação/Fiemg - Sebastião Jacinto Jr.

A federação alerta que a situação afeta toda a cadeia da confecção

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) voltou a defender a adoção de medidas de defesa comercial contra as importações de malhas de poliéster provenientes da China.

A entidade afirma que a investigação conduzida pelo Governo Federal já comprovou a prática de dumping — quando um produto é vendido a preços artificialmente baixos — e aponta impactos significativos sobre a indústria têxtil brasileira.

Segundo a FIEMG, a concorrência com o material importado tem provocado queda acentuada na produção, nas vendas e no nível de emprego do setor.

Publicidade

A federação alerta que a situação afeta não apenas os fabricantes de malhas, mas toda a cadeia da confecção, que depende de fornecedores nacionais capazes de produzir com agilidade, diversidade de volumes e adaptação às demandas do mercado interno.

De acordo com a entidade, as importações chinesas chegam ao Brasil em grandes quantidades e com características padronizadas, o que não atende segmentos que dependem de produtos sob medida, como o setor de moda.

Com a perda da base produtiva local, empresas brasileiras estariam perdendo competitividade, além de correrem o risco de enfrentar aumentos de preços e dependência externa no futuro.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, afirma que o país enfrenta “uma prática comercial desleal que já vem comprometendo a indústria nacional”. Para ele, a aplicação da medida antidumping é necessária para evitar danos maiores ao setor. “A aplicação do antidumping é essencial para evitar que uma cadeia inteira entre em colapso”, declarou.

A FIEMG reforça ainda que a defesa comercial é um instrumento previsto nas normas internacionais e deve ser adotado com base em critérios técnicos.

Para a entidade, a ausência de ação por parte do governo comprometeria milhares de empregos e colocaria em risco uma cadeia produtiva considerada estratégica para o Brasil.

Leia também:

Contran aprova mudanças que podem reduzir em 80% o custo da CNH

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this