FIEMG avalia que ofensiva dos EUA na Venezuela não afeta abastecimento no Brasil

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Em 2025, não houve importações mineiras de produtos venezuelanos. Fot:o: André Ribeiro/Agência Patrobrás.

Entidade afirma que Minas e o país não dependem do petróleo venezuelano

Diante da recente ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) avalia que não há dependência relevante do Brasil ou de Minas Gerais em relação ao petróleo venezuelano.

Segundo a entidade, eventuais impactos tendem a ser indiretos, relacionados à volatilidade dos preços internacionais e ao aumento do risco geopolítico, sem risco de desabastecimento para o país ou para o estado.

Até o momento, os preços internacionais do petróleo permanecem estáveis.

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Dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) mostram que, em 2024, o Brasil importou US$ 31,5 milhões em coque e betume da Venezuela, tendo Minas Gerais como principal estado importador.

Ainda assim, a maior parte dessas importações teve origem nos Estados Unidos (68%), seguida por Colômbia (11%), Argentina (6%) e apenas 5% da Venezuela.

Em 2025, não houve registro de importações desses produtos com origem venezuelana.

No caso dos óleos refinados, as importações provenientes da Venezuela somaram apenas US$ 6 milhões, concentradas exclusivamente no Amazonas.

O fornecimento brasileiro desses produtos tem origem majoritária na Rússia (52%), nos Estados Unidos (22%), no Kuwait (6%) e nos Emirados Árabes Unidos (5%). A participação venezuelana nesse segmento foi de apenas 0,06%.

Comércio entre Brasil e Venezuela

Em 2025, as exportações brasileiras para a Venezuela totalizaram US$ 838 milhões, queda de cerca de 30% em relação a 2024. O país vizinho respondeu por apenas 0,24% das exportações brasileiras no período, ocupando a 52ª posição entre os destinos comerciais.

Os principais produtos exportados foram açúcar de cana ou beterraba e sacarose pura (US$ 141,5 milhões), milho (US$ 74,3 milhões), arroz (US$ 63,7 milhões), pós para bebidas e pudins (US$ 54,6 milhões) e preparações alimentícias diversas, com pouco ou nenhum cacau (US$ 54 milhões).

Já as importações brasileiras de origem venezuelana alcançaram US$ 349 milhões em 2025, recuo de aproximadamente 17% na comparação com 2024. Esse volume representou 0,12% do total importado pelo Brasil, fazendo da Venezuela apenas o 61º fornecedor.

Os principais produtos adquiridos foram fertilizantes nitrogenados (US$ 155,8 milhões), alumínio em bruto (US$ 93,2 milhões), álcoois acíclicos e derivados (US$ 50,7 milhões), misturas asfálticas (US$ 16,6 milhões) e carbono (US$ 13,8 milhões).

Relação comercial entre Minas Gerais e Venezuela

Em 2025, as exportações de Minas Gerais para a Venezuela somaram cerca de US$ 45 milhões, crescimento de aproximadamente 3% em relação a 2024. O país respondeu por 0,1% do total exportado pelo estado no período.

Em termos de valor, o setor automotivo foi o mais relevante. Ainda assim, a Venezuela representou apenas 4,9% das exportações mineiras de tratores, 3,7% de veículos de passeio e 0,7% de caminhões de carga.

Outros segmentos apresentam menor volume financeiro, mas maior peso relativo da Venezuela como destino. É o caso de creme de leite e concentrados adocicados (16% das exportações), itens alimentícios simples e diversos, como adoçantes em sachês (14%), rolhas de metais comuns para embalagens (43%, principal destino), soro de leite coalhado (55%, principal destino) e água saborizada (20%, segundo principal destino).

Em 2025, não houve importações mineiras de produtos venezuelanos. Em 2024, as compras foram pontuais, concentradas em coque e betume de petróleo e fertilizantes, representando cerca de 5% do total importado desses insumos pelo estado.

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