Sindicância descarta erro nas mortes de animais no Zoo de BH

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O relatório final também concluiu que não houve superdosagem de anestésicos em nenhum dos casos. Foto: Divulgação/PBH.

Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) concluiu a sindicância que investigou as mortes da leoa Pretória e da chimpanzé Kelly, ocorridas no Zoológico de Belo Horizonte.

De acordo com o relatório final, os óbitos foram provocados por complicações anestésicas de origem multifatorial, associadas a condições clínicas pré-existentes, características fisiológicas individuais e limitações próprias do manejo de animais silvestres.

A apuração não identificou erro técnico, negligência ou qualquer desvio intencional de conduta por parte das equipes envolvidas.

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Durante a investigação, foram analisados laudos de necrópsia elaborados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), avaliação farmacológica realizada pela Polícia Civil e laudo de análise comparativa dos anestésicos conduzido pelo Laboratório de Toxicologia da Escola de Veterinária da UFMG. O

s documentos indicam que as complicações anestésicas estão provavelmente relacionadas a comorbidades existentes antes da chegada dos animais ao zoológico. As análises também descartaram contaminação, adulteração ou irregularidades nos anestésicos utilizados.

A comissão de sindicância realizou visitas técnicas ao Zoológico de Belo Horizonte, ouviu profissionais da instituição e examinou uma ampla documentação, incluindo fichas médicas anteriores ao acolhimento dos animais, guias de transporte, relatórios médico-veterinários de vistoria inicial, registros de manejo diário e detalhamento dos procedimentos realizados nos atendimentos que antecederam os óbitos.

O grupo responsável pela apuração foi formado por biólogos, médicos-veterinários e técnicos de diferentes órgãos fiscalizadores e instituições, entre eles IBAMA, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Instituto Estadual de Florestas, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Saúde, Guarda Civil Municipal (Patrulha Ambiental) e profissionais da UFMG.

No caso da leoa Pretória, o laudo anatomopatológico da UFMG apontou sobrepeso significativo — entre 65% e 70% acima do valor médio de referência —, aumento discreto de linfonodos e diversas alterações na cavidade oral.

A conclusão sugere pneumonia broncointersticial neutrofílica multifocal moderada, condição que pode estar associada a problemas crônicos na cavidade oral, além de edema, congestão e hemorragia pulmonar intensos.

Já a necrópsia da chimpanzé Kelly identificou obesidade moderada, grande acúmulo de tecido adiposo na cavidade torácica, aumento discreto e difuso do fígado e alterações uterinas importantes. O diagnóstico final apontou miocardite linfo-histioplasmocitária, leiomioma uterino e pólipo endometrial.

O relatório final também concluiu que não houve superdosagem de anestésicos em nenhum dos casos. A comissão destacou, ainda, que as decisões de intervenção adotadas pelos médicos-veterinários do Zoológico de Belo Horizonte foram tecnicamente justificadas e compatíveis com os protocolos e condições clínicas apresentadas pelos animais.

 

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