Foliões devem gastar R$ 109 por dia; diárias sobem 20,7% na capital mineira
O Carnaval de Belo Horizonte se consolida como um dos períodos mais lucrativos do ano para os setores de comércio, serviços e turismo da capital. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) revela que 98,9% dos empresários avaliam a festa como positiva para os negócios — índice 48% maior que o registrado no ano passado, quando 66,67% demonstraram otimismo. Para este ano, 95,59% dos entrevistados mantêm expectativa favorável em relação aos impactos econômicos da folia.
O levantamento, realizado entre 5 e 19 de janeiro de 2026, ouviu 272 empresários. Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o crescimento da confiança reflete a consolidação do Carnaval como vetor econômico da cidade.
“Os números mostram que o Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma manifestação cultural e passou a ocupar um papel estratégico no calendário econômico da capital. O empresariado reconhece esse potencial e se prepara cada vez mais para atender à demanda gerada pela festa”, afirma.
Consumo além da diversão
Quatro em cada dez estabelecimentos ouvidos afirmam ser diretamente impactados pela presença dos blocos de rua. A expectativa é que cada folião gaste, em média, R$ 109,96 por dia com bebidas alcoólicas e não alcoólicas, lanches, vestuário e adereços.
Os itens mais procurados devem ser bebidas não alcoólicas (34,94%), bebidas alcoólicas (34,14%), lanches e refeições (24,5%), vestuário (24,1%), adereços (17,27%), glitter e purpurina (8,84%), fantasias (6,02%), maquiagem de Carnaval (5,22%), calçados (5,22%), tinta spray para cabelo (4,02%) e instrumentos musicais (4,02%).
De acordo com os empresários, a forma de pagamento mais utilizada será o cartão de crédito à vista (34,6%), seguido por PIX (32,4%), cartão de crédito parcelado (27,6%) — em até quatro vezes — e cartão de débito (5,4%).
Apenas 13% dos lojistas pretendem realizar promoções específicas para o período, enquanto 4,8% devem contratar trabalhadores temporários.
Hotelaria em alta
No setor hoteleiro, a estimativa é de estadia média de quatro diárias, totalizando R$ 2.421,91 por visitante durante o Carnaval. O tíquete médio da diária subiu 20,7% em relação ao ano passado, chegando a R$ 605,48 em 2026.
“O aumento da ocupação e do valor das diárias comprova que Belo Horizonte se consolidou como destino turístico no Carnaval, atraindo visitantes de diversas regiões de Minas Gerais, do Brasil e do mundo”, afirma Souza e Silva, citando pesquisa da Embratur que colocou o Carnaval da capital entre os cinco mais procurados por turistas estrangeiros no ano passado.

