Empresa mineira firma acordo com britânica para transformar metano em grafeno e hidrogênio

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Usado em tintas e revestimentos de alto desempenho, com maior resistência ao desgaste e à corrosão, ampliando a durabilidade de estruturas e superfícies de ativos industriais. Divulgação/Fiemg.

O processo é apontado como alternativa alinhada às metas de descarbonização industrial

A Nanum Nanotecnologia, empresa brasileira filiada ao SINDUSFARQ — entidade do Sistema FIEMG —, assinou um memorando de entendimento com a britânica Levidian para trazer, com exclusividade à América do Sul, uma tecnologia capaz de transformar metano (CH₄), um dos gases de efeito estufa mais poluentes, em grafeno e hidrogênio.

A tecnologia, chamada LOOP, usa plasma de micro-ondas para quebrar a molécula do metano em baixa temperatura e pressão, gerando nanoplacas de grafeno de alta qualidade e hidrogênio limpo.

O processo é apontado como alternativa alinhada às metas de descarbonização industrial e, ao mesmo tempo, cria insumos estratégicos para diferentes cadeias produtivas.

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Segundo o presidente do conselho e acionista majoritário da Nanum, Aílton Ricaldoni Lobo, o acordo reforça a estratégia de ampliar o acesso a materiais avançados no país e viabilizar aplicações industriais de alto desempenho.

O CEO da empresa, José Fernando Contadini, afirma que a integração da tecnologia à estrutura produtiva da Nanum permitirá oferecer ao mercado nacional e regional um portfólio mais amplo de soluções à base de grafeno, com ganho de escala e regularidade na produção.

Para o diretor comercial da Levidian, Ian Hopkins, o Brasil é mercado estratégico, com demanda crescente por aplicações de grafeno voltadas à eficiência industrial e à redução de emissões. Ele avalia que a parceria deve acelerar o desenvolvimento de aplicações e a capacidade produtiva para atender à expansão desse mercado.

Impactos industriais

A implantação da tecnologia no Brasil deve viabilizar o uso de grafeno em diferentes aplicações, com ganhos de desempenho, produtividade e sustentabilidade.

Entre os exemplos apontados estão:

  • óleos lubrificantes com grafeno, que reduzem desgaste de peças e podem diminuir o consumo de combustível;
  • tintas e revestimentos mais resistentes à corrosão e ao desgaste;
  • plásticos e polímeros com propriedades mecânicas superiores, mais leves e resistentes;
  • concreto com grafeno, com maior resistência e menor tempo de cura.

Além da inovação tecnológica, o acordo é apresentado como modelo sustentável ao converter um gás de alto impacto ambiental em materiais de alto valor agregado, reforçando a competitividade da indústria brasileira em um cenário global mais exigente em eficiência e sustentabilidade.

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