Vale tem cinco dias para apresentar plano emergencial
Justiça de Minas Gerais determinou, ontem, sexta-feira , a paralisação imediata de todas as operações da Vale no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central do estado.
A decisão atende a um pedido do Ministério Público e do Governo de Minas, após o rompimento do reservatório de uma cava da mina, no dia 25 de janeiro.
O episódio provocou o extravasamento de cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, que atingiram áreas operacionais, imóveis da região e cursos d’água da bacia do Paraopeba, como o córrego Água Santa e o Rio Maranhão.
Segundo a ação, houve falhas no sistema de drenagem e uso inadequado da cava como reservatório. O MP também apontou demora da empresa em comunicar o ocorrido aos órgãos ambientais.
A juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública determinou que a Vale apresente, em até cinco dias, um plano emergencial com medidas de contenção, limpeza, monitoramento da água, mapeamento das estruturas e fornecimento de água potável, caso haja risco à população.
O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 100 mil.
O pedido de bloqueio de R$ 846 milhões feito pelo MP não foi acatado pela Justiça.
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