Pesquisa da CDL/BH mostra preferência por blocos de rua
Às vésperas de um dos maiores carnavais do país, o folião deve movimentar as ruas de Belo Horizonte — e também o comércio.
Pesquisa da CDL/BH, realizada entre 14 e 16 de janeiro com 200 consumidores, mostra que 58,1% pretendem curtir os blocos de rua e 48,8% os pré-carnavais gratuitos e ensaios.
Eventos privados (14%), programação infantil (14%), pré-carnavais pagos (11,6%), programação pós-carnaval (7%) e desfiles de escolas de samba (4,7%) aparecem na sequência.
Para a festa, os entrevistados estimam gastar entre R$ 100 e R$ 150 com fantasias e adereços — comprados principalmente em lojas físicas — e cerca de R$ 70 por dia com bebidas.
Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o tíquete médio indica que o folião busca aproveitar a festa sem comprometer o orçamento. “Para o comércio, é um período importante, especialmente para lojistas de rua e pequenos empreendedores”, afirmou.
Ambulantes e bebidas lideram consumo
A compra de produtos diretamente com ambulantes é citada por 67,4% dos foliões. Para a CDL, a profissionalização desse serviço tem sido positiva tanto para quem trabalha quanto para quem consome.
Entre as bebidas mais citadas estão: água (72,1%), cerveja (62,8%), destilados e refrigerantes (25,6%), energéticos e sucos (16,3%), além de catuaba, vinhos e água de coco.
Protetor solar (51,2%), squeeze ou copo (41,9%), maquiagem (39,5%), acessórios (23,3%), capa de chuva (16,3%), itens de higiene (16,3%) e pochetes ou bolsas (16,3%) também estão na lista de compras.
PIX e débito à frente
O pagamento à vista será prioridade: PIX (27,9%) e cartão de débito (25,6%) lideram. À vista no crédito e dinheiro aparecem com 18,6% cada. Apenas 7% pretendem parcelar.
Centro concentra preferência e app é principal transporte
A Região Central é a preferida de 32,6% dos foliões, seguida pelos blocos de bairro (27,9%). Para 34,9%, a localização não é decisiva.
Na escolha dos blocos, pesam o estilo musical (41,9%), a companhia (32,6%) e a segurança (27,9%).
Para se deslocar, 41,9% pretendem usar carros por aplicativo; 27,9% ônibus ou metrô; 11,6% carro próprio.
Pontos positivos e negativos
Entre os pontos positivos do Carnaval de BH, os entrevistados destacam as atrações (30,2%), a diversidade de blocos (27,9%) e a possibilidade de conhecer pessoas (25,6%).
Já entre os negativos, aparecem pouca segurança (18,6%), excesso de álcool (14%), falta de transporte público (14%), poucos banheiros (14%), além de aglomerações, brigas, lixo nas ruas, assédio e furtos
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