Senado lança Guia da Candidata para orientar mulheres e combater violência política de gênero

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O guia também traz informações sobre como evitar candidaturas fictícias. Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

Publicação reúne orientações sobre financiamento, campanha, segurança digital e enfrentamento a candidaturas fictícias

O Senado Federal lança amanhã, terça-feira (17), às 10h, o Guia da Candidata, uma publicação voltada a orientar mulheres que pretendem disputar cargos eletivos e enfrentar desafios como a violência política de gênero. O lançamento será feito em sessão especial no plenário da Casa.

O material reúne orientações práticas sobre todas as etapas da disputa eleitoral, desde a pré-candidatura até o período de campanha. Entre os temas abordados estão registro de candidatura, financiamento eleitoral, comunicação política e segurança digital.

O guia também traz informações sobre como evitar candidaturas fictícias, garantir o cumprimento das cotas de recursos destinadas às mulheres, acionar redes de apoio e utilizar instrumentos legais para denunciar irregularidades.

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A iniciativa da sessão especial foi proposta pela senadora Augusta Brito (PT-CE), procuradora especial da Mulher no Senado. Segundo ela, o material foi criado para ampliar o acesso à informação e fortalecer a autonomia feminina na política.

“O guia é um instrumento para apoiar mulheres em todas as etapas da jornada eleitoral”, afirmou a parlamentar.

O lançamento faz parte da programação do Mês da Mulher no Senado, em referência ao Dia Internacional da Mulher.

Violência política é barreira à participação

Dados da União Interparlamentar indicam que o Brasil está entre os países com maiores índices de assédio e violência política contra mulheres parlamentares, o que ameaça a participação feminina nos espaços de poder.

O diagnóstico é reforçado por estudos da ONU Mulheres, que apontam a violência política como uma das principais barreiras para o aumento da representatividade feminina.

De acordo com Augusta Brito, além da violência e do assédio, candidatas costumam enfrentar maiores dificuldades de acesso a financiamento, redes de apoio e visibilidade, além de serem alvo frequente de ataques e campanhas de desinformação durante o processo eleitoral.

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