Projeto de barraginhas avança em três regiões de Minas
Municípios de diferentes regiões de Minas Gerais estão se preparando para receber unidades demonstrativas do projeto Construção de Barraginhas e outras Práticas Mecânicas de Conservação de Água e Solo. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à água no meio rural e fortalecer a convivência com eventos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas.
As chamadas “vitrines” serão implantadas em Mirabela, no Norte de Minas; Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha; e Periquito, na região do Rio Doce. Após a conclusão da fase de capacitação, os locais passarão a concentrar práticas sustentáveis em microbacias, funcionando como referência para outros municípios.
Entre as técnicas aplicadas estão a construção de barraginhas — pequenas bacias que retêm água da chuva e facilitam a infiltração no solo —, além de terraços, cercamento de nascentes, proteção de matas ciliares e adequação ambiental de estradas vicinais.
O treinamento das equipes é coordenado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e envolve técnicos locais, regionais e das prefeituras participantes, com atividades teóricas e práticas em campo.
Em Mirabela, onde ocorreu uma das etapas da capacitação, a expectativa é implantar até 200 barraginhas até o fim do ano, sendo 180 na microbacia do Salto. As intervenções buscam melhorar o equilíbrio hídrico em uma região marcada pela irregularidade das chuvas, beneficiando especialmente a agricultura familiar.
A iniciativa integra o Plano Legislativo de Articulação e Monitoramento de Ações Relacionadas à Crise Climática, desenvolvido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O projeto tem caráter pedagógico e pretende demonstrar soluções de baixo custo e fácil replicação para enfrentamento das mudanças climáticas.
O lançamento oficial das vitrines deve ocorrer em maio, durante um dia de campo, quando as práticas serão apresentadas a gestores públicos, produtores rurais e representantes de entidades.
A expectativa é que as unidades sirvam como modelo para expansão das ações em outras regiões do estado, contribuindo para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável no meio rural.
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