Minas Gerais aposta na expansão da produção de cacau

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Atualmente, o estado ocupa a décima posição no ranking brasileiro,. Foto: Divulgaçâo/Seapa-MG.

Tecnologia, irrigação e cultivo consorciado devem impulsionar produção

De olho na crescente demanda nacional e internacional, Minas Gerais quer ampliar a produção de cacau.

Atualmente, o estado ocupa a décima posição no ranking brasileiro, com cerca de 580 hectares plantados, mas já articula estratégias para crescer, especialmente no Norte de Minas.

Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, o estado reúne condições favoráveis para o avanço da cultura, como altas temperaturas, baixa umidade e o uso de tecnologias de irrigação. “O Norte de Minas tem potencial para se tornar uma importante região produtora”, afirma.

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Entre as estratégias adotadas está o plantio consorciado com banana. O modelo agroflorestal utiliza a bananeira como proteção natural para os cacaueiros, garantindo sombra e manutenção da umidade, fatores essenciais para o desenvolvimento da planta.

Pesquisa e inovação

Outro impulso para o setor vem das pesquisas conduzidas pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). Um novo projeto está em fase de implantação e prevê o teste de diferentes cultivares em áreas experimentais nos campos de Mocambinho e Gorutuba, a partir de abril de 2026.

De acordo com a pesquisadora Wlly Dias, coordenadora da iniciativa, o objetivo é adaptar o cultivo às condições do semiárido mineiro. “Tradicionalmente, o cacau é plantado à sombra, mas vamos testar o cultivo a pleno sol, com proteção parcial, além de comparar com sistemas consorciados com banana”, explica.

A Epamig também foi convidada a integrar o Centro Tecnológico de Cacau e Cultura de Regiões não Tradicionais, em parceria com a UFV e a UFLA. A iniciativa deve fortalecer a produção de conhecimento e o desenvolvimento de tecnologias para o setor.

Geração de renda no campo

Além do potencial produtivo, o cacau também tem se consolidado como alternativa de geração de emprego e renda em Minas. Segundo o coordenador técnico estadual de fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, cada hectare cultivado pode gerar até dois empregos diretos e quatro indiretos.

O crescimento da atividade fez com que o produto passasse a integrar o levantamento de safra da entidade. “Esse acompanhamento é fundamental para orientar políticas públicas e apoiar os produtores”, destaca.

Hoje, o município de Jaíba lidera a produção estadual, com 256 hectares plantados, o equivalente a mais da metade da área cultivada em Minas. Na sequência aparecem Janaúba, Bandeira e Matias Cardoso.

Apesar de ainda ocupar a décima colocação no ranking nacional — liderado por Pará e Bahia —, Minas já movimenta cerca de 7 mil toneladas de cacau e derivados por ano, com exportações que somam US$ 64,9 milhões.

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