Outro destaque do trimestre foi o crescimento das exportações de carnes
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 3,93 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e responderam por 38,5% de toda a receita exportadora do estado, mantendo o setor como principal item da pauta de exportações mineira.
Apesar da retração de 11,2% no volume embarcado, que totalizou 2,84 milhões de toneladas, o desempenho foi sustentado por fatores como preços internacionais, oferta e diversificação dos produtos exportados.
Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), o resultado reflete comportamentos distintos entre as cadeias produtivas.
No café, principal produto exportado pelo estado, a queda no volume foi compensada, em parte, pela manutenção de preços elevados. O segmento movimentou US$ 2,4 bilhões, com embarque de 5,4 milhões de sacas.
Outro destaque do trimestre foi o crescimento das exportações de carnes, especialmente da bovina, que registrou recorde para o período, com receita de US$ 419 milhões e crescimento tanto em valor quanto em volume.
O complexo soja aparece na segunda posição entre os grupos exportados, com US$ 510,4 milhões, enquanto os produtos florestais somaram US$ 240,7 milhões, impulsionados pelo aumento das vendas de papel.
Os produtos do agro mineiro chegaram a 155 países no período. A China permaneceu como principal destino das exportações, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. Países do Oriente Médio ampliaram participação e responderam por 5,6% do total exportado.
Além das commodities tradicionais, Minas também liderou exportações brasileiras em segmentos como mel natural, milho para semeadura, doces lácteos e batatas processadas, reforçando a diversificação da pauta exportadora.
Na avaliação do governo de Minas, o resultado evidencia a força do agronegócio mineiro e a ampliação da presença do estado em mercados estratégicos e de maior valor agregado.




