Receita de farofa de ora-pro-nóbis foi criada por merendeira da rede municipal
A competição recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país. Após uma seleção inicial, 136 receitas foram escolhidas para votação popular e 55 acabaram premiadas. As cantineiras vencedoras receberam R$ 5 mil, enquanto as escolas foram contempladas com R$ 8 mil para investimentos na melhoria da infraestrutura das cozinhas.
A receita premiada tem uma história especial. A muda de ora-pro-nóbis foi levada à escola por uma aluna e passou a ser cultivada na horta da unidade com o apoio dos funcionários. Reconhecida pelo alto valor nutricional, a planta foi gradualmente incorporada à alimentação dos estudantes, inicialmente em preparações com frango.
Com a aprovação da supervisora da alimentação escolar, Priscila Kellen, Marina de Fátima, que atua há 17 anos na rede municipal de ensino, desenvolveu a receita da farofa utilizando ora-pro-nóbis e farinha de mandioca. O prato conquistou a comissão avaliadora e o público.
Para a diretora da escola, Roseli Mariles, o reconhecimento foi motivo de surpresa e orgulho. “Nem imaginávamos sermos contempladas. Recebemos com muita alegria a notícia de que estávamos entre as melhores receitas do Brasil”, destacou.
O concurso tem como objetivo valorizar o trabalho das merendeiras escolares, profissionais responsáveis pela produção diária de refeições nutritivas e de qualidade para os estudantes. As receitas premiadas serão reunidas em um e-book e apresentadas durante o Prêmio PNAE 2026, marcado para o dia 23 de junho, em Brasília.
Na rede municipal de Belo Horizonte, os cardápios do Programa Municipal de Alimentação Escolar (PMAE) são elaborados para garantir até cinco refeições equilibradas por dia. O trabalho também prioriza o aproveitamento integral dos alimentos, incentivando práticas sustentáveis e a educação alimentar entre os estudantes.

