MG lidera captação nacional de leite no primeiro trimestre de 2026

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Levantamento feito pela Fiemg. Foto: Divulgação/Epamig.

Estado respondeu por quase um quarto do volume captado e industrializado no país

Minas Gerais manteve a liderança nacional na captação e industrialização de leite cru no primeiro trimestre de 2026. De acordo com o Boletim da Indústria de Laticínios Brasil e Minas Gerais, divulgado nesta terça-feira (23) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o estado foi responsável por 24,7% de todo o leite captado e processado no país entre janeiro e março.

No período, o Brasil adquiriu 6,78 bilhões de litros de leite cru. Desse total, mais de 1,67 bilhão de litros foram captados em Minas Gerais, consolidando a posição do estado como principal polo da cadeia láctea brasileira.

Apesar da liderança, o levantamento aponta uma desaceleração da atividade na comparação com o último trimestre de 2025. Em Minas Gerais, a captação de leite cru registrou queda de 3,4%, enquanto a industrialização recuou 3,2%. No cenário nacional, as retrações foram mais acentuadas, alcançando 8,0% e 7,9%, respectivamente.

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Já na comparação com o primeiro trimestre de 2025, os resultados foram positivos. A captação de leite cresceu 1,6% em Minas Gerais e a industrialização avançou 1,8%, demonstrando resiliência do setor mesmo diante de desafios econômicos e de mercado.

Outro destaque do boletim é a redução dos preços pagos aos produtores. Em Minas Gerais, o valor real médio do leite cru ficou em R$ 2,29 por litro no início de 2026, queda de 22,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o preço médio foi de R$ 2,26 por litro, representando retração de 21,8% na comparação interanual.

Emprego segue em alta

Mesmo com a desaceleração da atividade e a pressão sobre os preços, a indústria de laticínios manteve saldo positivo na geração de empregos formais. Minas Gerais encerrou o primeiro trimestre com mais de 35 mil trabalhadores empregados no setor, o equivalente a 24,4% da força de trabalho nacional da indústria de laticínios.

O saldo de contratações foi de 529 vagas formais no período. Embora inferior às 680 vagas criadas no primeiro trimestre de 2025, o resultado reforça a importância da cadeia láctea para a economia mineira.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (SILEMG), Guilherme Abrantes, os números evidenciam a relevância do setor para o estado e para o país.

“Minas Gerais tem uma estrutura produtiva sólida e uma vocação histórica na cadeia do leite. A liderança na captação nacional confirma a força da indústria mineira de laticínios, mas também reforça a necessidade de acompanhar de perto fatores como custos, rentabilidade do produtor, comportamento da demanda e competitividade. O desafio é manter uma cadeia equilibrada, sustentável e preparada para crescer com segurança”, afirma.

Perspectivas para o setor

Segundo a FIEMG, a expectativa para os próximos meses é de uma recomposição gradual do equilíbrio entre oferta e demanda ao longo de 2026. O comportamento do mercado será influenciado por fatores como a entressafra da produção, o volume de importações, a evolução dos preços internacionais dos lácteos, a taxa de câmbio e possíveis impactos climáticos sobre a atividade produtiva.

O desempenho do primeiro trimestre reforça a posição estratégica de Minas Gerais na cadeia nacional do leite, setor que continua sendo um dos pilares do agronegócio e da indústria de alimentos do estado.

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