Governo de Minas regulamenta Requeijão Moreno Artesanal

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Com a regulamentação, os produtores passam a ter autorização para comercializar o Requeijão Moreno Artesanal em todo o território nacional. Foto: Cristiano Machado/ Agência Minas

E libera comercialização em todo o país

Norma estabelece padrões de qualidade, fortalece a segurança sanitária e amplia oportunidades para produtores do Norte de Minas

O governador Mateus Simões oficializou, ontem segunda-feira (29/6), o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do Requeijão Moreno Artesanal, produto tradicional da gastronomia mineira com forte presença no Norte de Minas Gerais.

A assinatura ocorreu em Montes Claros, durante a cerimônia de transferência provisória da capital do Estado para o município.

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Elaborado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), após consulta pública, o regulamento define critérios de identidade, qualidade, boas práticas de fabricação e segurança sanitária, preservando o modo artesanal e secular de produção da iguaria.

Com a regulamentação, os produtores passam a ter autorização para comercializar o Requeijão Moreno Artesanal em todo o território nacional. A medida também abre caminho para que produtores deixem a informalidade, agreguem valor ao produto e ampliem mercados, garantindo mais segurança aos consumidores.

Fico muito feliz de estarmos conseguindo viabilizar este produto para ser comercializado no mercado nacional, gerando ainda mais renda para o produtor. A certificação também vai diferenciar o requeijão moreno da Serra Geral, do Norte de Minas, do que é produzido nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri”, afirmou o governador Mateus Simões.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou o reconhecimento da tradição regional. “Celebramos uma conquista histórica: a regulamentação do requeijão moreno da Serra Geral e do Norte de Minas, uma iguaria que carrega tradição, identidade e sabor. Agora, esses produtores têm mais oportunidades para levar esse produto tão especial para todo o estado e para o Brasil”, disse.

Produto tradicional e importante para a economia

Produzido há séculos em Minas Gerais, o Requeijão Moreno Artesanal possui características próprias, como consistência firme, coloração que varia do amarelo ao marrom, sabor levemente defumado e massa homogênea.

Além do valor cultural, o produto movimenta a economia regional. Segundo dados da Emater-MG, os maiores volumes de produção estão nas regiões de Montes Claros (285,6 toneladas por ano), Serra Geral do Norte de Minas (283,4 toneladas), Almenara (229 toneladas) e Salinas (186,5 toneladas). Entre os municípios de destaque estão Serranópolis de Minas, Porteirinha, Riacho dos Machados e Mato Verde.

A regulamentação foi reivindicada em 2023 pela Associação dos Produtores de Queijo da Microrregião da Serra Geral e construída em parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), IMA, Emater-MG e Epamig.

Receitas diferentes

A regulamentação do Requeijão Moreno Artesanal da Serra Geral e do Norte de Minas ocorre pouco mais de um mês após a oficialização do RTIQ do Requeijão Moreno do Vale do Mucuri.

Apesar do nome semelhante, os produtos apresentam diferenças no modo de fabricação. O requeijão da Serra Geral utiliza bicarbonato de sódio para neutralizar a acidez e manteiga de garrafa, características que influenciam diretamente o sabor e a consistência do produto.

Programa de energia solar

Durante a cerimônia, o Governo de Minas também lançou oficialmente o programa Cemig Agro Solar 24h, que prevê investimentos de até R$ 50 milhões para incentivar a instalação de sistemas de energia solar com baterias de armazenamento em propriedades rurais.

A iniciativa busca aumentar a eficiência energética no campo, reduzir custos operacionais e ampliar a autonomia dos produtores rurais. Nesta primeira etapa, empresas especializadas, associações e instituições interessadas poderão apresentar propostas à Cemig até o dia 10 de julho. Em seguida, será aberta a fase de adesão dos produtores.

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