PBH lança programa BH Cidade Viva para ampliar áreas verdes

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Objetivo é combater mudanças climáticas. Foto:

Iniciativa prevê investimentos em soluções baseadas na natureza

A Prefeitura de Belo Horizonte lançou nesta terça-feira (7) o programa BH Cidade Viva – A natureza protegendo o nosso futuro, iniciativa voltada à adaptação da capital às mudanças climáticas. Com apoio de parceiros internacionais, o projeto prevê mais de R$ 15 milhões para implantação de soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, parques ciliares e rotas verdes.

Programa reúne ações para adaptação climática

O lançamento ocorreu no Auditório JK da Prefeitura de Belo Horizonte e contou com a presença do prefeito Álvaro Damião, do secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro, além de representantes do Cities Finance Facility (CFF), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), do Consulado Britânico e de outras instituições parceiras.

Durante a cerimônia, foram assinados o decreto que cria oficialmente o programa e um memorando de entendimento entre a Prefeitura e o CFF. A cooperação internacional garantiu mais de R$ 15 milhões em recursos não reembolsáveis, destinados à elaboração de estudos, projetos e modelagens para as intervenções previstas.

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Segundo a administração municipal, o objetivo é reduzir os impactos das mudanças climáticas por meio de infraestrutura verde, ampliando a infiltração da água da chuva no solo, diminuindo alagamentos, reduzindo ilhas de calor e recuperando áreas degradadas.

Venda Nova será a primeira região beneficiada

As primeiras obras serão executadas na regional Venda Nova, onde mais de 60 mil moradores deverão ser beneficiados.

Entre as principais intervenções previstas está a implantação de um parque ciliar agroflorestal com mais de 350 mil metros quadrados. O espaço será destinado à recuperação das margens de cursos d’água e ao cultivo de hortas, frutas e outras espécies agroflorestais, permitindo geração de renda para moradores da região.

O programa também prevê a criação de quase 13 quilômetros de rotas verdes, com ampliação da arborização, oferta de sombra e melhoria dos trajetos entre residências, escolas e equipamentos públicos.

Escolas e equipamentos públicos receberão áreas verdes

Quatro equipamentos públicos — duas escolas municipais de ensino fundamental, uma escola municipal de educação infantil e o CRAS Lagoa — terão seus pátios transformados em áreas verdes.

Ao todo, serão implantados mais de 37 mil metros quadrados de jardins, telhados verdes e estruturas de captação de água da chuva. As intervenções buscam reduzir a temperatura dos ambientes, aumentar a infiltração da água no solo e minimizar os efeitos das ondas de calor.

Além disso, o programa prevê a construção de dois campos de futebol hídricos, projetados para absorver parte da água das chuvas e diminuir o escoamento superficial.

Primeiro jardim de chuva marca início das intervenções

A primeira entrega do BH Cidade Viva será um jardim de chuva na Escola Municipal Professor Moacyr Andrade, em Venda Nova.

Desenvolvida em parceria com estudantes, pesquisadores, técnicos da Prefeitura, o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Santa Luzia e participantes do Programa Delfín, a estrutura funcionará como um laboratório a céu aberto para monitorar a qualidade da água, a redução da temperatura e o aumento da biodiversidade urbana.

Segundo a Prefeitura, os jardins de chuva são estruturas que captam, armazenam e infiltram a água das precipitações diretamente no solo. Além de reduzir alagamentos, ajudam a melhorar a qualidade da água, ampliar áreas verdes e amenizar as ilhas de calor.

Expansão para outras regiões

O BH Cidade Viva também prevê a implantação de corredores ecológicos previstos no Plano Diretor, parques ciliares, ciclovias, sistemas sustentáveis de drenagem, recuperação de nascentes e novas estruturas para captação de águas pluviais em escolas e unidades de saúde.

Outro eixo do programa é a governança participativa, envolvendo moradores, escolas, universidades e instituições parceiras na implantação, manutenção e monitoramento das intervenções, com o objetivo de tornar Belo Horizonte mais resiliente aos eventos climáticos extremos.

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