Câmara de BH aprova reaproveitamento de material escolar e projetos ambientais

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Todos seguem agora para sanção do prefeito. Foto: Cláudio Rabelo/CMBH.

Propostas sobre reutilização de livros, programa Cidade Esponja

O Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, na última segunda-feira (6), três projetos de lei voltados às áreas de educação e sustentabilidade.

Entre as propostas está o PL 824/2026, que estabelece regras para o reaproveitamento de materiais didáticos nas instituições privadas de educação infantil. Também receberam aprovação definitiva o Programa Cidade Esponja, para prevenção de enchentes, e a autorização para implantação de sistemas de energia fotovoltaica nas escolas da rede municipal.

As três matérias seguem agora para sanção ou veto do prefeito.

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Material didático poderá ser reutilizado

Aprovado por 31 votos favoráveis, seis contrários e três abstenções, o Projeto de Lei 824/2026 determina que escolas particulares de educação infantil só poderão exigir a compra de novos materiais didáticos quando comprovarem que o reaproveitamento é inviável por desatualização significativa do conteúdo ou deterioração do material.

A proposta, de autoria do vereador Irlan Melo (PL) e assinada por outros 20 parlamentares, também proíbe mudanças meramente estéticas nas edições dos materiais — como alterações de capa, diagramação ou pequenos ajustes gráficos — que tenham como objetivo justificar a compra de novos exemplares.

Outro ponto previsto no texto é a proibição do chamado “material casado”, prática em que as escolas exigem a compra conjunta de livros, apostilas e plataformas digitais ou condicionam a aquisição a fornecedores específicos.

Além disso, as instituições deverão divulgar a lista de materiais didáticos com pelo menos 90 dias de antecedência do início do ano letivo, informando de forma clara se houve atualização de conteúdo que justifique a substituição.

Durante a votação, Irlan Melo afirmou que a proposta busca reduzir os custos para as famílias e evitar desperdícios.

“Uma coisa é querer que os alunos aprendam e tenham atualizações, outra coisa é impor um custo aos pais para comprar, todos os anos, praticamente o mesmo material“, afirmou.

O vereador Braulio Lara (Novo) votou contra o projeto. Segundo ele, a proposta representa interferência do município na gestão das instituições privadas de ensino.

Programa Cidade Esponja é aprovado por unanimidade

Também foi aprovado em definitivo, por unanimidade, o Projeto de Lei 195/2025, de autoria da vereadora Juhlia Santos (Psol), que cria o Programa de Implantação da Cidade Esponja.

O conceito propõe uma nova forma de enfrentamento das enchentes urbanas, utilizando soluções baseadas na natureza para absorver, infiltrar e reutilizar a água da chuva, reduzindo alagamentos e fortalecendo a infraestrutura ecológica da cidade.

A proposta autoriza o Executivo a incentivar medidas como:

  • pavimentos permeáveis;
  • telhados verdes;
  • valas de infiltração;
  • bueiros ecológicos;
  • bacias de retenção e detenção de águas pluviais.

Entre os objetivos estão diminuir o risco de inundações, reduzir a sobrecarga do sistema convencional de drenagem e ampliar a recarga dos aquíferos subterrâneos.

Segundo Juhlia Santos, o projeto propõe uma mudança de paradigma na gestão das águas urbanas.

Em vez de impermeabilizar cada centímetro da cidade com asfalto e concreto, o conceito de cidade esponja propõe soluções baseadas na natureza”, destacou.

Energia solar nas escolas municipais

O terceiro projeto aprovado foi o PL 234/2025, de autoria da vereadora Loíde Gonçalves (MDB), que autoriza a implantação de sistemas de geração de energia fotovoltaica nas escolas da rede municipal de ensino.

A matéria foi aprovada por unanimidade e prevê prioridade para unidades localizadas em regiões de maior vulnerabilidade social e com maior consumo de energia elétrica.

O objetivo é estimular o uso de fontes renováveis, reduzir os gastos com eletricidade e ampliar as ações de sustentabilidade na rede pública.

O texto também permite que a Prefeitura firme parcerias com instituições públicas e privadas, busque recursos estaduais e federais para financiar os projetos e desenvolva ações de educação ambiental junto às comunidades escolares.

Além disso, o Executivo poderá realizar estudos técnicos para identificar as unidades mais adequadas para receber os sistemas fotovoltaicos e implantar mecanismos de monitoramento da economia gerada e da necessidade de manutenção dos equipamentos.

Caso sejam sancionadas pelo prefeito, as três leis passam a integrar as políticas públicas do município, com foco na redução de custos para as famílias, na sustentabilidade ambiental e na eficiência energética das escolas municipais.

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