Recorrências – Poema de Ocasião por João Café

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Recorrências - Poema de Ocasião por João Café.

Recorrências

Sempre fui das lides,
dos embates e das recorrências.
Com a mente inquieta
penso no como, no quando,
e nas consequências.

Os casos me vem
e eu reviro os papéis.
Estudo, medito,
revolvo os fatos
e às vezes não acredito.

Duvido, suspeito
e o excesso eu separo.
e só num caso bem raro,
sem saber como,
quando encontro a verdade,
ela nem sempre tem dono.

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Ouço quem viu,
E disse saber tudo.
Pergunto o que tem
e até de onde vem,
ausculto a verdade
E separo a que convém.

Escrevo as teses
com fundamento na lei,
nas provas e na jurisprudência.
Percebo a intenção velada,
e formulo os pedidos
com veemência.

Ao final, já exausto,
peço com calma,
pausando Item por item.
E dou tudo por dito.
Dali em diante
Mais nada a ser feito:
resta-me apenas o veredito!

                 João Café

João Café – Poeta de Ocasião: Romântico, louco, apaixonado, cheio de dúvidas, tristonho, animado, alegre, crédulo, decente, por vezes discrente. Humilde, e até humilhado, às vezes enganado, contador de anos e de tantos desenganos. Totalmente inclinado pro lado do bem e do respeito mútuo, também. Leitor curioso, poeta de ocasião, escritor de causos por pura diversão. Praticante do perdão e pensador – cada pensamento é uma oração e cada qual sabe a sua dor. Amante da vida, amigo do amigo, louco pela família, quem mexe com ela é inimigo. Crente no verbo amar, na criança, e em tudo que traz esperança, em tudo que ainda virá! Que sempre acredita que vai dar pé! Prazer, e você, quem é?

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