Equipe retorna após 14 dias de atuação nas áreas devastadas pelos terremotos
Os 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) que participaram da missão humanitária na Venezuela foram recepcionados neste sábado (11), na Academia de Bombeiros Militar, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A equipe retornou ao Brasil após 14 dias de atuação nas áreas mais atingidas pelos terremotos que devastaram o país.
A recepção contou com a presença da comandante-geral da corporação, coronel Jordana Daldegan de Oliveira, da banda do CBMMG e de familiares dos militares, que puderam reencontrar os bombeiros após o período de trabalho no exterior. O grupo também participou de um momento de oração.
Durante a missão, os bombeiros mineiros atuaram nas cidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos tremores. Segundo o CBMMG, foram realizadas 90 intervenções e localizadas 23 vítimas entre os escombros.
A operação exigiu o emprego de equipamentos especializados para buscas em estruturas colapsadas, incluindo ferramentas de corte e rompimento, sistemas de iluminação, materiais para escoramento, equipamentos de elevação de cargas, detectores de vida e recursos para atendimento emergencial e suporte logístico.
De acordo com a corporação, o trabalho envolveu uma análise criteriosa da estabilidade das construções antes de qualquer tentativa de resgate.
“Encontrar uma vítima era apenas uma das etapas da missão. Antes de qualquer tentativa de resgate, foi preciso avaliar cuidadosamente as condições da estrutura, identificar riscos de novos desabamentos e garantir que a atuação não colocasse em perigo as equipes responsáveis pelo salvamento“, informou o Corpo de Bombeiros.
A desmobilização da missão teve início na noite da última quinta-feira (9), quando as chances de localizar sobreviventes diminuíram significativamente.
O retorno ao Brasil ocorreu na sexta-feira (10), em uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía.
Os terremotos deixaram 4.118 mortos, além de milhares de desabrigados e um amplo rastro de destruição. A participação dos bombeiros mineiros integrou o esforço internacional de ajuda humanitária para apoiar as equipes locais nas operações de busca e salvamento.
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