Varejo ampliado avançou 2,3% no mês e acumula alta de 4,5% no primeiro semestre
Minas Gerais encerrou o primeiro semestre de 2026 com desempenho positivo no comércio, especialmente no varejo ampliado, que reúne segmentos como veículos, materiais de construção e atacado especializado. Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, analisados pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, mostram avanço superior ao registrado no país em junho e no acumulado do ano.
Em junho, o comércio varejista restrito de Minas Gerais cresceu 2,0%, enquanto o varejo ampliado avançou 2,3%. No Brasil, os resultados foram de alta de 0,5% no varejo restrito e queda de 1,0% no ampliado.
Entre as atividades que contribuíram para o desempenho do varejo restrito mineiro estão hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 2,5%, além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que cresceram 11,3%.
Na comparação com junho de 2025, o varejo restrito de Minas avançou 2,3%. Os maiores destaques foram equipamentos de informática e comunicação, com crescimento de 40,8%, artigos farmacêuticos, com alta de 11,3%, e livros e papelaria, que avançaram 4,0%.
Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados recuaram 8,5%, enquanto combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 2,8%.
Varejo ampliado é destaque
O principal diferencial de Minas Gerais está no comércio ampliado. Em junho, o setor cresceu 2,3% no Estado, enquanto apresentou retração de 1,0% no país.
O resultado mineiro foi impulsionado principalmente pelas vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, que avançaram 21,4%, e pelo atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 29,0%.
Na comparação anual, o comércio ampliado mineiro registrou alta de 8,4%, acima dos 4,9% observados no Brasil. Veículos e motocicletas cresceram 21,4%, enquanto o atacado especializado em alimentos e bebidas avançou 29,0%. Já o segmento de material de construção recuou 4,2%.
No acumulado de janeiro a junho, o varejo ampliado de Minas Gerais cresceu 4,5%, mais que o dobro da expansão nacional, de 1,9%. Os principais motores foram o atacado especializado em alimentos e bebidas, com alta de 18,0%, e veículos e motocicletas, que cresceram 9,7%.
Considerando os últimos 12 meses, o comércio ampliado mineiro acumula crescimento de 2,8%, contra 0,8% no país.
Consumo segue seletivo
Apesar dos resultados positivos, a Fecomércio MG destaca que a recuperação não ocorre de maneira uniforme entre os segmentos. No varejo restrito, o crescimento acumulado no primeiro semestre foi de 1,0%, abaixo da média nacional de 1,9%.
Entre os destaques positivos estão equipamentos de informática e comunicação, com alta de 41,2%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 11,8%; e artigos farmacêuticos, que cresceram 7,3%.
Na outra ponta, vestuário e calçados recuaram 5,8%, móveis e eletrodomésticos caíram 4,0%, livros e papelaria tiveram baixa de 3,5% e combustíveis diminuíram 2,6%.
Para a economista da Fecomércio MG,Fernanda Gonçalves, os números mostram um consumidor mais seletivo, com maior capacidade de manter gastos em categorias essenciais, enquanto produtos mais dependentes de crédito e renda disponível apresentam desempenho mais fraco.
Segundo a entidade, o resultado indica resiliência do comércio mineiro, mas a continuidade do crescimento dependerá da manutenção da renda, das condições de crédito e da confiança dos consumidores e das empresas ao longo do segundo semestre.
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