Parceria entre PBH e PF ajuda a prender 16 pessoas em BH

Reconhecimento facial Junia GarridoReconhecimento facial Junia Garrido
As câmeras do município enviam imagens para a plataforma da Polícia Federal. Foto: Júnia Garrido/PBH.

Integração de reconhecimento facial resultou em prisões na capital entre julho e agosto

A parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Polícia Federal para integração dos sistemas de reconhecimento facial contribuiu para a localização e prisão de 16 pessoas na capital entre 10 de julho e 14 de agosto.

Do total, 11 prisões estão relacionadas a crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, receptação, lesão corporal, ameaça, porte ilegal de arma e corrupção ativa. Outras cinco ocorreram em cumprimento a mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia.

O Hipercentro concentrou a maior parte das ocorrências, com 15 das 16 prisões registradas no período.

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A cooperação foi formalizada em 9 de julho e integra as ações do Muralha BH, programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção(SMSP), em parceria com a Prodabel. As câmeras do município enviam imagens para a plataforma da Polícia Federal, que realiza o processamento e gera alertas de possíveis correspondências.

Antes de qualquer abordagem, os alertas passam por validação técnica de profissionais da Polícia Federal. A tecnologia, portanto, funciona como ferramenta de apoio às forças de segurança e não realiza prisões ou decisões de forma autônoma.

Segundo a Prefeitura, a integração também amplia a capacidade de localização de pessoas procuradas pela Justiça e de pessoas desaparecidas, fortalecendo a atuação conjunta entre os órgãos de segurança.

O comandante da Guarda Civil Municipal, Julio Cesar, destacou que os resultados iniciais demonstram o potencial da tecnologia quando utilizada de forma integrada e com validação profissional.

Muralha BH

O programa Muralha BH prevê a integração progressiva de câmeras, tecnologias e bases de dados para reforçar o monitoramento urbano e apoiar ações de prevenção e segurança.

A previsão é de instalação de mais de 10 mil câmeras em pontos estratégicos da capital, como praças, parques, escolas, centros de saúde, vias de grande circulação, corredores urbanos, acessos ao Anel Rodoviário e divisas com municípios vizinhos.

A proposta é ampliar não apenas o número de equipamentos, mas principalmente a integração das informações para aumentar a capacidade de resposta das instituições de segurança.

 

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