Minas Gerais protagoniza uma virada histórica na alfabetização infantil.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado saltou da 7ª posição em 2023 para o 3º lugar no ranking nacional de alfabetização no 2º ano do ensino fundamental, alcançando 72,07% dos alunos alfabetizados.
O índice superou com folga tanto a meta nacional (63,2%) quanto a própria meta estadual projetada para 2026 (69,5%). Minas é agora o líder absoluto da Região Sudeste nesse indicador, deixando para trás Espírito Santo (71,69%), São Paulo (58,13%) e Rio de Janeiro (55,25%).
O resultado coloca Minas atrás apenas do Ceará (85,31%) e de Goiás (72,74%). Mas entre os três estados com melhor desempenho, Minas Gerais é o único que ultrapassou a própria meta e apresentou o maior crescimento no país: um salto expressivo de 12,26 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Além disso, o estado erradicou o índice de crianças no nível mais baixo de proficiência e ampliou significativamente o número de estudantes nos níveis recomendados e avançados, garantindo que mais alunos aprendam a ler e escrever na idade certa.
Investimento recorde e política pública eficaz
Para o governador Romeu Zema, o desempenho é reflexo de uma política educacional comprometida e de investimentos históricos.
“Mais de 2,5 mil escolas foram reformadas, a merenda escolar recebeu um aumento superior a 2.000% em investimentos, e o Projeto de Leitura e Escrita foi fortalecido em toda Minas. Esse é o caminho: gestão responsável e foco no futuro das nossas crianças.”
Já o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, credita o avanço ao planejamento estratégico e ao trabalho conjunto com os municípios.
“A alfabetização é a base da vida escolar. Superar metas e alcançar o topo do país é mérito dos nossos professores e da estrutura que temos consolidado com foco na leitura e na escrita desde os primeiros anos.”
Aprendizagem com base sólida
Minas Gerais consolidou-se como referência na recomposição das aprendizagens. O avanço expressivo reduziu o percentual de estudantes nos níveis intermediários, promovendo a migração para os níveis ideais de desempenho.
Para Kellen Senra, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, o progresso é resultado direto de escolhas estratégicas e investimentos permanentes.
“A alfabetização é o alicerce. Investimos em formação continuada, materiais de qualidade, bibliotecas revitalizadas, gestão e infraestrutura. Com união entre Estado e municípios, garantimos o direito de aprender a todas as crianças mineiras.”
A engrenagem por trás do sucesso mineiro inclui formação de professores alfabetizadores, distribuição de livros, ampliação do transporte escolar, e revitalização das bibliotecas. Tudo isso sob um regime de colaboração oficializado com as redes municipais e fortalecido em parceria com a Undime-MG (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).
Com um investimento de R$ 19,2 bilhões na educação pública em 2024 — o maior da história de Minas — o estado plantou as bases de uma transformação duradoura.
Esse avanço expressivo na alfabetização infantil não é apenas um número. É um compromisso com o presente das crianças e com o futuro da educação em todo o país




