BLACK W: Rap, Arte e Movimento

Close marcante de Black W durante as gravações do clipe “Lágrimas de Um Detento” — o rapper aparece com expressão intensa, óculos escuros e gesto enfático com a mão, em um ambiente de iluminação dramática, reforçando a atmosfera de denúncia social e vivência carcerária que permeia a canção. Close marcante de Black W durante as gravações do clipe “Lágrimas de Um Detento” — o rapper aparece com expressão intensa, óculos escuros e gesto enfático com a mão, em um ambiente de iluminação dramática, reforçando a atmosfera de denúncia social e vivência carcerária que permeia a canção.
O rapper mineiro Black W lança clipe de seu novo trabalho: “Lágrimas de Um Detento”. Foto: Divulgação/Drave Corvo Filmes.

O rapper mineiro Black W lança clipe de seu novo trabalho: “Lágrimas de Um Detento”!

Wellington de Jesus Brito – o Black W – é um artista mineiro, nascido e residente em Belo Horizonte, que bebeu ao longo de sua vida de fortes influências do movimento artístico e cultural oriundos do hip hop norte americano (no qual um dos pilares que o sustenta é justamente a música: o rap).

Como artistas dignos de nota, estão alguns da vertente do “gangsta” rap (The Notorious B.I.G. e 2Pac/Makaveli – Tupac Shakur).

“Estes são os internacionais… daqui de Belo Horizonte, na época de 93 (ano): Black Soul… Racionais MCs e Câmbio Negro…”, responde W acerca alguns dos nomes da cena nacional que também lhe ajudaram a encontrar-se na música, ainda fazendo menção ao Public Enemy, formado em 1982 por Chuck D e Flavor Flav em Long Island, Nova Iorque.

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(O Public Enemy, para contextualizar, ganhou fama e alcançou sucesso por suas canções tratando de temas políticos e mensagens de revolta contrárias a um sistema opressivo, aplicado contra negros norte americanos, e desigualdades vinculadas ao direito civil.)

O que justifica na construção das suas letras e do seu perfil identitário em busca de justiça social.

Montagem visual retratando momentos do início da carreira de Black W — à esquerda e à direita, o artista aparece em trajes formais, com chapéu e colar com crucifixo, caminhando por cenários urbanos que evocam o cotidiano das periferias; ao centro, surge empunhando o microfone em uma performance de palco, simbolizando sua ascensão na cena do rap mineiro. A colagem reforça o contraste entre a luta das ruas e a expressão artística como forma de resistência.
Black W e o início de sua carreira. Foto: Divulgação/Ronald Nascimento.

Wellington iniciou sua caminhada na música em 1993, compondo suas letras em forma de protesto e poesia por volta de 1998, cantando efetivamente nesta época como Black W.

“Mas o primeiro single foi gravado em 2005, em um festival, aqui, da capital”, diz ele referindo-se ao Festipen (Festival de Música do Sistema Penitenciário de Minas Gerais), idealizado pelo então delegado aposentado, compositor e produtor musical José Estadeu Costa, contando com a parceria na execução e produção do sambista Serginho Beagá – pelo que salienta W.

Estadeu Costa faleceu em 2010, deixando o legado do Projeto para que sua filha, a advogada Ana Paula Bertolini Costa, o levasse adiante.

Capa do álbum “Poesia e Matéria”, de Black W — a arte gráfica exibe uma rosa vermelha em destaque entre cortinas escuras, simbolizando lirismo em meio à dureza da realidade. No primeiro plano, uma figura deitada em um cenário sombrio evoca temas de vulnerabilidade e resistência, refletindo a profundidade poética e crítica social presente nas composições do artista mineiro.
Poesia e Matéria: álbum de estreia. Foto: Divulgação/Tiago Boson.

Pois, W acrescenta:

“Ganhei o primeiro lugar com a música Paz no Mundo pra Reinar – era o título; na época, muita guerra, muita coisa acontecendo pelo Brasil afora… então eu entrei com esta música”, continua ele, dando os créditos ao intérprete de sua canção na ocasião: Joaquim Pereira de Souza Júnior.

Em seu álbum “Poesia e Matéria”, produzido em 2010 e lançado posteriormente no ano de 2018, Black W canta uma versão desta sua música campeã: “A Paz no Mundo”. (Vale a pena conferir!)

Black W em cena impactante do clipe “Lágrimas de Um Detento” — com expressão firme e dedo apontado para a câmera, o rapper mineiro transmite urgência e confronto direto com o sistema opressor retratado na música. Ao fundo, grades desfocadas reforçam a atmosfera carcerária, enquanto sua presença poderosa encarna a voz dos silenciados.
Lágrimas de um Detento, produção e edição Drave Corvo Filmes. Foto: Divulgação/Drave Corvo Filmes.

Black W canta deveras com vigor e clareza a fim de passar a mensagem de forma objetiva. Seu timbre barítono quase gutural, com uma marcante aspereza no rabo das notas, contrasta com a suavidade cristalina na dicção, afirmando nas frases o peso necessário para fazer com que a melodia não se perca da harmonia, cujo ritmo segue fluido dentro da batida característica infundida no hip hop.

Mais recentemente foi publicado em seu canal no Youtube o clipe da música “Lágrimas de Um Detento”, escrita e cantada por ele; difundindo seu trabalho também através do TikTok e em outras plataformas de mídia: Spotify e MusicPro.

E assim, entre os trabalhos da rotina, a correria da vida e os eventos na agenda de shows, Black W mantém o espírito aceso tanto quanto atento, se inspirando e partilhando sua experiência através de sua arte.

Interessados em contratar seus shows, parcerias ou contato: blackwoficial8@gmail.com

Para mais Black W, visite seu perfil nas redes sociais ou vá, se inscreva e curta seus vídeos em seu canal no Youtube: @blackw oficial.

Tiago Boson

  • O Colaborador Tiago Boson é multi-instrumentista autodidata, compositor, professor de música, pintor, ilustrador, escritor/poeta (não publicado).

E-mail: bosontiago@gmail.com
Instagram: @tiagoboson

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