O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 parlamentares da oposição e de uma deputada do PT.
As medidas serão analisadas pelo Conselho de Ética após a tramitação interna.
Os oposicionistas citados são, em sua maioria, do Partido Liberal (PL) — legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro — e do Novo, acusados de participar da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, obstruindo os trabalhos legislativos.
Já a deputada do PT é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Parlamentares na lista de Motta
Entre os nomes estão:
Marcos Pollon (PL-MS)
Zé Trovão (PL-SC)
Júlia Zanatta (PL-SC)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Zucco (PL-RS)
Allan Garcês (PL-TO)
Caroline de Toni (PL-SC)
Marco Feliciano (PL-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Domingos Sávio (PL-MG)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Camila Jara (PT-MS)
Encaminhamento e próximos passos
Segundo nota oficial, a Mesa Diretora decidiu pelo “imediato encaminhamento” das denúncias à Corregedoria para apuração. As imagens do tumulto serão analisadas e, após o parecer, os processos voltarão à Mesa e seguirão ao Conselho de Ética.
Pela manhã, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou ofício pedindo abertura de processo disciplinar e suspensão cautelar de cinco parlamentares bolsonaristas.
O pedido de afastamento de Camila Jara partiu de deputados da oposição.
Pollon é acusado de impedir a retomada dos trabalhos e de insultar Motta dias antes. Em sua defesa, alegou ser autista e afirmou ter sentado na cadeira da presidência para “pedir conselhos” a Van Hattem.
Zé Trovão, segundo PT, PSB e PSOL, teria tentado barrar fisicamente o retorno de Motta à Mesa. Zanatta é acusada de usar a filha de quatro meses como “escudo” e expô-la a ambiente de tensão.
Bilynskyj é apontado por “tomar de assalto” a Mesa Diretora e a Comissão de Direitos Humanos, além de agredir o jornalista Guga Noblat. Van Hattem, também acusado de “sequestrar” a cadeira da presidência, reagiu publicando trecho do Hino Nacional e afirmando que a suspensão seria “golpe”.
A acusação contra Camila Jara aponta que ela teria empurrado Nikolas Ferreira.
Sua assessoria nega agressão e afirma que houve apenas um “empurra-empurra” no momento da retomada do plenário.

