Câmara envia à Corregedoria pedidos de afastamento de 15 deputados

Motta envia pedido de afastamento de 15 deputados por obstrucao Lula Marques Balcao news 9 8 25 Motta envia pedido de afastamento de 15 deputados por obstrucao Lula Marques Balcao news 9 8 25
Afastamento pedido pode ser de até seis meses. Foto: Lula Marques /Agência Br.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 parlamentares da oposição e de uma deputada do PT.

As medidas serão analisadas pelo Conselho de Ética após a tramitação interna.

Os oposicionistas citados são, em sua maioria, do Partido Liberal (PL) — legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro — e do Novo, acusados de participar da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, obstruindo os trabalhos legislativos.

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Já a deputada do PT é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Parlamentares na lista de Motta

Entre os nomes estão:

Marcos Pollon (PL-MS)

Zé Trovão (PL-SC)

Júlia Zanatta (PL-SC)

Marcel van Hattem (Novo-RS)

Paulo Bilynskyj (PL-SP)

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

Nikolas Ferreira (PL-MG)

Zucco (PL-RS)

Allan Garcês (PL-TO)

Caroline de Toni (PL-SC)

Marco Feliciano (PL-SP)

Bia Kicis (PL-DF)

Domingos Sávio (PL-MG)

Carlos Jordy (PL-RJ)

Camila Jara (PT-MS)

Encaminhamento e próximos passos

Segundo nota oficial, a Mesa Diretora decidiu pelo “imediato encaminhamento” das denúncias à Corregedoria para apuração. As imagens do tumulto serão analisadas e, após o parecer, os processos voltarão à Mesa e seguirão ao Conselho de Ética.

Pela manhã, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou ofício pedindo abertura de processo disciplinar e suspensão cautelar de cinco parlamentares bolsonaristas.

O pedido de afastamento de Camila Jara partiu de deputados da oposição.

Pollon é acusado de impedir a retomada dos trabalhos e de insultar Motta dias antes. Em sua defesa, alegou ser autista e afirmou ter sentado na cadeira da presidência para “pedir conselhos” a Van Hattem.

Zé Trovão, segundo PT, PSB e PSOL, teria tentado barrar fisicamente o retorno de Motta à Mesa. Zanatta é acusada de usar a filha de quatro meses como “escudo” e expô-la a ambiente de tensão.

Bilynskyj é apontado por “tomar de assalto” a Mesa Diretora e a Comissão de Direitos Humanos, além de agredir o jornalista Guga Noblat. Van Hattem, também acusado de “sequestrar” a cadeira da presidência, reagiu publicando trecho do Hino Nacional e afirmando que a suspensão seria “golpe”.

A acusação contra Camila Jara aponta que ela teria empurrado  Nikolas Ferreira.

Sua assessoria nega agressão e afirma que houve apenas um “empurra-empurra” no momento da retomada do plenário.

 

 

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