Reaproveitamento de material didático em escolas avança na Câmara de BH

CMBH quer reaproveitar livros Marcello Casal Balcao News 26 10 25 CMBH quer reaproveitar livros Marcello Casal Balcao News 26 10 25
A proposta também proíbe práticas abusivas no fornecimento desses materiais. Foto: Marcello Casal Júnior - Agência Br - Arquivo.

A proposta também proíbe práticas abusivas no fornecimento desses materiais

Está mais perto de virar lei o Projeto de Lei 67/2025, de autoria do vereador Irlan Melo (Republicanos), que prevê o reaproveitamento de materiais didáticos em escolas públicas e privadas de Belo Horizonte.

A proposta também proíbe práticas abusivas no fornecimento desses materiais, com o objetivo de estimular a sustentabilidade ambiental e reduzir custos para as famílias.

As emendas ao projeto foram analisadas na última quarta-feira (22/10) pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo.

516.403 Banner Jornal Balcao Divulgacao Curso AD
Publicidade

O parecer da relatora, vereadora Professora Marli (PP), foi aprovado pelo colegiado.

Marli defendeu a aprovação das emendas que garantem o direito de reutilizar livros, apostilas e plataformas digitais, com previsão de sanções a escolas e editoras que descumprirem a norma, e a que assegura a autonomia das escolas na escolha do material pedagógico, desde que mantida a transparência com os pais.

Já a emenda que criava uma política pública para combater práticas abusivas foi rejeitada, sob argumento de apresentar “lacunas jurídicas” e “falta de clareza”.

Queixas de pais e “venda casada”

O PL 67/2025 foi apresentado após o recebimento de diversas reclamações de pais sobre a exigência de compra de materiais novos a cada ano letivo, além de plataformas digitais vinculadas ao conteúdo impresso.

O vereador Irlan Melo promoveu audiências públicas sobre o tema no primeiro semestre deste ano, nas quais pais relataram dificuldade financeira e o alto custo dos materiais. Representantes do Procon-MG também apontaram possíveis irregularidades, classificadas como práticas de “venda casada”.

“Imagina um pai que tem dois filhos em uma escola e, todo ano, tem que renovar todo o material, mesmo aquele que quase nada foi usado. Este PL está tentando resolver essa questão”, afirmou o parlamentar durante a reunião.

Próximos passos

Com a aprovação na Comissão de Educação, o projeto segue agora para as Comissões de Administração Pública e Segurança Pública e de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços.

Após essa etapa, o PL poderá ser levado ao Plenário, onde precisa de pelo menos 21 votos favoráveis para ser aprovado em 2º turno. Se aprovado, segue para sanção ou veto do Executivo.

Leia também:

Câmara de BH debate avanço do antissemitismo

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this