A federação alerta que a situação afeta toda a cadeia da confecção
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) voltou a defender a adoção de medidas de defesa comercial contra as importações de malhas de poliéster provenientes da China.
A entidade afirma que a investigação conduzida pelo Governo Federal já comprovou a prática de dumping — quando um produto é vendido a preços artificialmente baixos — e aponta impactos significativos sobre a indústria têxtil brasileira.
Segundo a FIEMG, a concorrência com o material importado tem provocado queda acentuada na produção, nas vendas e no nível de emprego do setor.
A federação alerta que a situação afeta não apenas os fabricantes de malhas, mas toda a cadeia da confecção, que depende de fornecedores nacionais capazes de produzir com agilidade, diversidade de volumes e adaptação às demandas do mercado interno.
De acordo com a entidade, as importações chinesas chegam ao Brasil em grandes quantidades e com características padronizadas, o que não atende segmentos que dependem de produtos sob medida, como o setor de moda.
Com a perda da base produtiva local, empresas brasileiras estariam perdendo competitividade, além de correrem o risco de enfrentar aumentos de preços e dependência externa no futuro.
O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, afirma que o país enfrenta “uma prática comercial desleal que já vem comprometendo a indústria nacional”. Para ele, a aplicação da medida antidumping é necessária para evitar danos maiores ao setor. “A aplicação do antidumping é essencial para evitar que uma cadeia inteira entre em colapso”, declarou.
A FIEMG reforça ainda que a defesa comercial é um instrumento previsto nas normas internacionais e deve ser adotado com base em critérios técnicos.
Para a entidade, a ausência de ação por parte do governo comprometeria milhares de empregos e colocaria em risco uma cadeia produtiva considerada estratégica para o Brasil.
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