Endividamento das famílias cai em BH, mas inadimplência segue em alta

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Entre os principais compromissos financeiros estão cartão de crédito. Foto: Divulgação/Fecomércio-MG.

Mas 64,8% das famílias têm contas em atraso

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), analisada pelo Núcleo de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Belo Horizonte, o nível de endividamento das famílias caiu 0,4 ponto percentual em dezembro, chegando a 87,6%.

Apesar da leve retração no endividamento, a inadimplência segue elevada. As famílias com contas em atraso somaram 64,8% em dezembro, o que representa alta de 0,1 ponto percentual na comparação mensal.

Desde maio, o indicador mantém trajetória de crescimento na capital. Já o percentual de famílias que afirmaram não ter condições de quitar as dívidas no mês seguinte subiu para 27,2%, acima do registrado em novembro.

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As famílias superendividadas, que comprometem mais da metade da renda mensal com dívidas, representaram 25,3% do total em dezembro. Segundo a pesquisa, 38,9% dos entrevistados se consideravam pouco endividados, enquanto 30,8% se declararam mais ou menos endividados e 18%, muito endividados.

Entre os principais compromissos financeiros estão cartão de crédito, cheques pré-datados, carnês de lojas, empréstimos pessoais, prestações de veículos e seguros. O cartão de crédito segue como principal forma de endividamento, presente em 96,5% das famílias endividadas. Entre aquelas com renda igual ou superior a 10 salários mínimos, o percentual chega a 99,6%.

O índice de famílias com contas atrasadas ficou em 64,8%, com maior impacto entre aquelas com renda de até 10 salários mínimos, onde a inadimplência atinge 67,2%. Nas famílias com renda superior a esse patamar, o percentual é de 50,3%. Considerando os consumidores individualmente, 74% ainda não conseguiram regularizar seus débitos.

Em dezembro, 27,2% das famílias afirmaram que não conseguirão quitar os compromissos financeiros em atraso em janeiro. O percentual é maior entre as famílias de menor renda (29,3%) e menor entre aquelas com renda acima de dez salários mínimos (16,2%). Entre os indivíduos com dívidas em atraso, 42% acreditam não ter condições de honrar os pagamentos.

Quanto ao tempo de inadimplência, 46,3% das famílias estão com contas atrasadas há mais de 90 dias. O atraso médio é de 62,5 dias. Já o período de comprometimento da renda é igual ou superior a 90 dias para 80,1% das famílias, com tempo médio de 7,9 meses.

Em Belo Horizonte, as dívidas comprometem, em média, 32,6% do orçamento mensal das famílias.

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