Varejo de Minas cresce acima da média nacional em novembro

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Movimento de consumidores no comércio: vendas do varejo mineiro cresceram acima da média nacional em novembro de 2025. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Br.

Vendas avançam 1,3% no Estado e superam desempenho do país, segundo dados do IBGE

O comércio varejista de Minas Gerais apresentou desempenho positivo em novembro de 2025, acima da média nacional, consolidando também um cenário favorável em Belo Horizonte.

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as vendas do varejo mineiro cresceram 1,3% na comparação com outubro, enquanto o Brasil registrou alta de 1,0% no mesmo período.

Na comparação anual, frente a novembro de 2024, Minas Gerais avançou 1,1%. No acumulado do ano, entre janeiro e novembro de 2025, o crescimento chegou a 1,6%, índice superior ao nacional, que ficou em 1,5%. O resultado confirma a resiliência do comércio mineiro e acompanha o bom desempenho observado ao longo do chamado super trimestre do varejo.

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Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), os números refletem uma realidade já sentida no dia a dia dos lojistas da capital. “Minas Gerais tem mostrado força e capacidade de reação mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Em Belo Horizonte, percebemos esse movimento de forma clara, com maior fluxo de consumidores e crescimento nas vendas, especialmente no último trimestre do ano”, avalia o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

O desempenho positivo de novembro foi impulsionado principalmente pela Black Friday, que alcançou resultados históricos no comércio eletrônico brasileiro e teve reflexos diretos também nas lojas físicas. Segmentos tradicionalmente fortes nesse período se destacaram, como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com crescimento de 5,9% no mês.

Também apresentaram resultados expressivos os setores de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,9%) e materiais de construção (3,2%).

“O sucesso da Black Friday reforça a importância das datas promocionais para o planejamento do varejo. O consumidor está mais atento às oportunidades, e o lojista que se preparou conseguiu bons resultados, tanto no ambiente digital quanto no presencial”, destaca Souza e Silva.

Outros setores também contribuíram para o resultado positivo, como supermercados, combustíveis e itens de uso pessoal e doméstico. O comportamento indica uma retomada gradual do consumo, mais concentrada em segmentos essenciais e em produtos com maior apelo promocional.

Apesar do desempenho mais moderado do comércio varejista ampliado — que inclui setores mais dependentes de crédito —, a entidade avalia que o crescimento do varejo restrito sinaliza um ambiente mais favorável para o início de 2026. “Os números de Minas indicam um comércio mais confiante, com expectativa de continuidade desse movimento positivo, desde que haja avanços no controle da inflação e no custo do crédito”, conclui o presidente da CDL/BH.

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