Museu comemora com três novas obras que conectam arte, memória e território
O Instituto Inhotim abriu as comemorações de seus 20 anos no último sábado (25) com a inauguração de três novas obras que reafirmam sua vocação de unir arte, natureza e reflexão: Contraplano, de Lais Myrrha, Dupla Cura, de Dalton Paula, e Tororama, de Davi de Jesus do Nascimento.
Considerado o maior museu a céu aberto da América Latina, o Inhotim amplia seu acervo com obras que dialogam com paisagem, ancestralidade e memória, em uma programação especial que marca duas décadas da instituição em Brumadinho.
Segundo a diretora artística Júlia Rebouças, as novas instalações traduzem a essência do instituto ao provocar reflexões sobre o território, a história e questões contemporâneas. “Cada obra é uma ideia nova que a gente adiciona a esse texto que vai escrever a narrativa do Inhotim”, destacou.
Instalada em um dos pontos mais altos do museu, Contraplano propõe uma leitura crítica da paisagem transformada pela mineração. A escultura monumental de Lais Myrrha dialoga com a arquitetura moderna e com as marcas do território mineiro, criando um espelhamento entre arte, montanha e intervenção humana.
Na Galeria Mata, Dupla Cura reúne cerca de 120 obras de Dalton Paula em sua mais ampla mostra já apresentada no país. Pinturas, vídeos, fotografias e instalações abordam ancestralidade afro-brasileira, espiritualidade e memória coletiva, em uma exposição marcada pelo caráter imersivo e comunitário.
Já na Galeria Nascente, Tororama mergulha no universo simbólico do Rio São Francisco. Inspirada em referências familiares, na literatura de João Guimarães Rosa e na cultura ribeirinha, a instalação de Davi de Jesus do Nascimento reúne pinturas, vídeo e carrancas do Mestre Expedito em uma experiência sensorial atravessada por identidade e pertencimento.
Criado a partir dos anos 1980 pelo empresário Bernardo de Mello Paz e aberto ao público em 2006, o Inhotim reúne hoje 1.862 obras de mais de 280 artistas de 43 países, distribuídas em galerias e jardins botânicos com mais de 4,3 mil espécies raras.
As inaugurações abrem a programação especial dos 20 anos do instituto e reforçam o papel do Inhotim como um dos principais centros de arte contemporânea do mundo.
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