CDL/BH vê queda da Selic como estímulo ao comércio no fim do ano

Flexibilização monetária deve ocorrer de maneira gradual e responsável. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Entidade destaca impacto sobre o crédito, capital de giro

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) avalia que a redução da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pode contribuir para um ambiente econômico mais favorável ao comércio e aos serviços. Segundo o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, a trajetória de queda dos juros pode ajudar a sustentar a confiança dos consumidores antes de datas importantes para o varejo, como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.

“O novo corte mantém o canal de expectativas positivas justamente na entrada do último trimestre do ano”, afirma o presidente da CDL/BH. Para ele, o período concentra uma parcela significativa das vendas do setor e exige planejamento por parte dos comerciantes.

Apesar da perspectiva de melhora, Souza e Silva pondera que os efeitos da redução dos juros sobre o crédito devem ocorrer de forma gradual, especialmente em razão do elevado nível de endividamento das famílias. “O último trimestre é o período mais importante do ano para o varejo, ainda que o alívio no crédito seja lento e limitado pelo alto endividamento das famílias”, explica.

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Capital de giro e planejamento

A entidade destaca que a redução do custo do capital de giro, mesmo que inicialmente limitada, pode auxiliar as empresas na formação de estoques e na preparação de campanhas promocionais para o fim do ano. A orientação, entretanto, é que os comerciantes mantenham disciplina financeira e atenção na concessão de crédito aos consumidores.

Para o presidente da CDL/BH, a continuidade da flexibilização monetária deve ocorrer de maneira gradual e responsável, favorecendo um cenário de maior previsibilidade para as empresas.

“Esperamos que a queda dos juros marque mais uma etapa no processo de ajuste da política monetária, de forma gradual e responsável. Um ambiente de maior previsibilidade é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos, ampliar contratações e manter sua contribuição para o crescimento econômico do país”, avalia Souza e Silva.

Crédito fotográfico: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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