BH discute Frente Parlamentar para fortalecer moda

CMBH quer criar Frente Parlamentar da Moda Tatiana Francisca 23 8 25 Balcao News CMBH quer criar Frente Parlamentar da Moda Tatiana Francisca 23 8 25 Balcao News
O assunto foi tema de uma audiência pública, realizada nesta quinta-feira (21),. Foto: Tatiana Francisca/CMBH.

Setor bilionário em destaque

Desburocratizar processos, criar um ambiente mais competitivo e dar fôlego a um setor que movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano em Belo Horizonte. Essa é a proposta da Frente Parlamentar da Moda, iniciativa que deve ser lançada pela Câmara Municipal nos próximos meses.

O assunto foi tema de uma audiência pública, realizada nesta quinta-feira (21), pela Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços.

O debate foi solicitado pelos vereadores Bruno Miranda (PDT), líder do governo, e Helton Junior (PSD), vice-líder. Representantes de coletivos, escolas, associações de lojistas e entidades como a Frente Mineira da Moda, a CDL/BH, a Fecomércio e o Sebrae participaram do encontro.

copasa celular
Publicidade

Para os coletivos, a prioridade é ampliar o diálogo e abrir espaço no mercado para novos produtos e profissionais vindos da academia. Já as entidades reforçaram a necessidade de a Frente atuar como “ponte de interlocução” entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Bruno Miranda destacou que a moda vai além da economia: faz parte da identidade cultural da capital. O parlamentar relembrou sua vivência no comércio popular de BH, desde a infância, e defendeu medidas que reduzam burocracias e fortaleçam negócios.

O vice-líder Helton Junior ressaltou o papel social da moda, especialmente para a juventude: “BH já é reconhecida como capital da moda, mas precisamos avançar com políticas que ampliem seu alcance”, afirmou.

Outros vereadores também defenderam a Frente. Braulio Lara (Novo) disse ser hora de resgatar polos como Barro Preto e Prado. Já Pablo Almeida (PL) reforçou que o setor é responsável por movimentar sozinho R$ 1 bilhão ao ano na cidade e deve receber apoio para facilitar a vida de quem gera emprego.

Giovanna Penido, da Frente Mineira da Moda, defendeu um plano consistente de políticas públicas. Para ela, a moda precisa inovar e se afirmar como expressão cultural. Já Makota Kizandembu, da Associação Nacional da Moda Afrobrasileira, alertou para a ausência de representatividade afro na indústria local. “Precisamos de capacitação, visibilidade e incentivo para uma produção sustentável”, destacou.

Professores de instituições como UFMG, Fumec e Una reforçaram a necessidade de aproximar ensino e mercado. Para eles, moda não é apenas negócio: é também cultura, memória e identidade.

Entidades como Fecomércio, Sindiveste, ACMinas e CDL/BH pediram maior articulação entre os atores do setor.

O vice-presidente da CDL, Fausto Isac, afirmou que a Frente poderá “canalizar ações construídas a várias mãos”.

A secretária municipal de Cultura, Eliana Parreiras, lembrou que BH abriga o único Museu da Moda do Brasil e ressaltou o desafio de transformar ideias em políticas concretas. Para ela, a criação da Frente chega em momento estratégico, em meio à Conferência Municipal e à elaboração do Plano de Cultura.

Ao encerrar a audiência, Bruno Miranda resumiu: “acredito que conseguimos fazer as sinapses necessárias para iniciar o trabalho dessa frente na cidade”.

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this