Começou hoje o julgamento de envolvidos nas manifestações de janeiro

Permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. 294 pessoas, sendo 86 mulheres e 208 homens.
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O julgamento está previsto para terminar na próxima segunda-feira. Foto: Marcelo Camargo/Agência Br.

O julgamento de 100 envolvidos nos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas começou na madrugada desta terça-feira.

 Naquele dia, os manifestantes depredaram as sedes do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e o Palácio do Planalto, e também agrediram policiais militares, seguranças dos prédios e deixaram um rastro de destruição.

A votação sobre o recebimento das denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados começou à meia-noite e vai até as 23h59 da próxima segunda-feira, dia 24. O julgamento é virtual, e os ministros depositam os votos de forma eletrônica e não há deliberação presencial.

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Nos votos que estão entrando no sistema, o ministro Alexandre de Moraes aceita as denúncias e afirmando que a liberdade de manifestação é garantida, mas atos com objetivo de pregar violência e desrespeito à democracia são “criminosos e inconstitucionais”.

Não existirá um Estado Democrático de Direito sem que haja Poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de direitos fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos”, afirmou o ministro.

Com a divulgação do voto de Moraes, que é relator das denúncias, segundo a Agência Brasil, os demais dez ministros da Corte também podem começar a votar. Se a maioria aceitar a denúncia, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Em seguida, o ministro deverá analisar a manutenção da prisão dos acusados que permanecem detidos.

Presos

Conforme levantamento dos presos, dos 1,4 mil pessoas que foram detidas no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

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