CMBH arquiva projeto de redução de jornada para terceirizados da PBH

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recurso foi rejeitado por maioria de vereadores. Foto: Cláudio Rabelo/CMBH.

Por 31 votos contrários e apenas 9 favoráveis, o Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) rejeitou o recurso que buscava reverter o parecer de inconstitucionalidade emitido pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) ao Projeto de Lei 1026/2024.

Com a decisão, o texto deixa de tramitar na Casa.

O projeto, assinado pelos vereadores Pedro Patrus (PT), Iza Lourença (Psol), Dr. Bruno Pedralva (PT) e Cida Falabella (Psol), previa a inclusão de cláusulas nos contratos da Prefeitura para reduzir a jornada dos trabalhadores terceirizados para 30 horas semanais.

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Durante a discussão, Pedro Patrus defendeu que a proposta trata de um tema relevante e de interesse local, e que o recurso buscava apenas garantir a continuidade do debate. “Questionamos um ato administrativo da Prefeitura que precariza as relações de trabalho”, afirmou.

Segundo o parecer do relator Uner Augusto (PL), a proposta fere a Constituição Federal ao tratar de temas de competência exclusiva da União, como a definição da jornada de trabalho e a proibição de redução salarial.

O parlamentar destacou que a análise da CLJ foi técnica e não ideológica.

A proposta também gerou debates sobre a escala 6×1, praticada atualmente pela PBH.

Enquanto o vereador Braulio Lara (Novo) defendeu a manutenção do modelo e criticou o projeto como “populismo sem fundamento”, Iza Lourença reforçou que há resistência popular à escala e apresentou moção de apoio à PEC 8/2025, que trata do tema em nível federal.

Outras discussões 

O vereador José Ferreira (Pode) anunciou o encerramento do contrato da empresa Coopertur com a PBH após ação conjunta da CMBH com o Ministério do Trabalho.

Sargento Jalysson (PL) informou que apresentará um projeto de lei para exigir treinamento obrigatório de pais e responsáveis em manobras de desengasgo de bebês e crianças em hospitais públicos e privados.

 

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