IBC-Br indica crescimento de 1,3% no primeiro trimestre

Rodolfo Margato XP Creditos Vivian Koblinsky Rodolfo Margato XP Creditos Vivian Koblinsky
A instituição financeira revisou suas projeções e prevê um crescimento de 2,3% para o PIB brasileiro em 2025. Foto: Vivien Koblinsky.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2025, superando as expectativas do mercado.

O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho da agropecuária e da indústria, segundo análise da XP.

“O salto na agropecuária, especialmente pela safra recorde de soja, foi determinante para este crescimento. Excluindo este fator, o PIB teria avançado 1,0% no período. Além disso, a indústria de transformação e o comércio varejista mostraram sinais de moderação, dentro do esperado”, explica Rodolfo Margato, economista da XP.

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Pelo lado dos investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo segue em expansão, sustentada pela resiliência da construção civil e pelo aumento dos investimentos públicos, sobretudo dos governos subnacionais.

Com base nesses indicadores, a instituição financeira revisou suas projeções e prevê um crescimento de 2,3% para o PIB brasileiro em 2025, impulsionado, mais uma vez, pelo agronegócio.

A expectativa é de que o setor adicione 0,5 ponto percentual à variação do PIB no ano, graças à robustez das safras de grãos.

Minas Gerais: protagonismo no agro e na indústria

Minas Gerais se mantém como um dos motores da economia nacional.

Em 2024, o estado somou R$ 1,06 trilhão em PIB, equivalente a 9% do PIB brasileiro.

O agronegócio mineiro bateu recorde histórico de exportações, atingindo US$ 17,1 bilhões — alta de 19,2% em relação ao ano anterior.

O complexo cafeeiro foi o principal responsável, representando 43,7% das exportações de Minas Gerais, além de apresentar ganhos expressivos de rentabilidade. A expectativa segue positiva para grãos, soja, milho, laticínios e também para a pecuária, que mostra sinais de retomada”, aponta Margato.

O economista também destaca que, além do agro, a indústria extrativa e a siderurgia mineira seguem resilientes, com impactos limitados das tensões no comércio global sobre esses setores.

Impacto no mercado financeiro

De acordo com Cecília Perini, economista  da XP em Minas Gerais, os dados do PIB são fundamentais para orientar decisões de investimentos. “Crescimento econômico favorece a rentabilidade das empresas, tornando o mercado de ações mais atrativo. Por outro lado, em cenários de desaceleração, os investidores tendem a buscar ativos mais conservadores, como os de renda fixa”, explica.

A especialista reforça a importância da diversificação de investimentos. “É essencial avaliar o cenário macroeconômico e distribuir o capital entre diferentes ativos, sempre alinhados ao perfil e aos objetivos do investidor. Oferecemos suporte especializado e conteúdo de qualidade para auxiliar nossos clientes nas melhores decisões”, conclui.

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