Minas Gerais alcançou um marco histórico na área da defesa agropecuária: foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
O anúncio oficial ocorreu na quinta-feira, durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, realizada em Paris, na presença de representantes de 183 países.
A certificação representa uma transformação para a cadeia da proteína animal mineira, abrindo portas para mercados internacionais exigentes e consolidando o estado como uma das principais referências globais em sanidade animal.
“Esse reconhecimento gera uma economia significativa para os nossos produtores rurais e representa uma vitória histórica para o nosso setor agropecuário, o que nos garante segurança alimentar e acesso ao mercado global”, destacou o governador em exercício, Mateus Simões.
A conquista é resultado de décadas de trabalho técnico e coordenado entre governo, produtores rurais, entidades privadas e órgãos públicos, como o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Representando o Estado em Paris, participaram da cerimônia o diretor técnico do IMA, André Duch, e o coordenador estadual do Programa Nacional de Vigilância de Febre Aftosa (PNEFA), Natanael Lamas.
“É uma abertura de portas para novos mercados internacionais, fortalecendo o setor mineiro e brasileiro. Consolidamos um trabalho que já havia sido reconhecido nacionalmente pelo MAPA em 2024”, afirmou André Duch.
O secretário da Seapa, Thales Fernandes, destacou o impacto econômico da medida:
“Nos primeiros quatro meses de 2025, o agronegócio mineiro superou a mineração nas exportações, alcançando US$ 6,5 bilhões. Esse novo status elevará ainda mais nosso potencial”.Com o reconhecimento da OMSA, Minas se junta ao seleto grupo de regiões do mundo com alto padrão sanitário e livres da vacinação contra febre aftosa, o que pode facilitar o acesso a mercados como Japão, Coreia do Sul e União Europeia.
Além de permitir a exportação de produtos de maior valor agregado, o novo status amplia a competitividade da agropecuária mineira, estimula o desenvolvimento econômico, gera empregos e renda no campo e nas cidades. Também reforça a confiança do consumidor na produção local, baseada em altos padrões de sanidade e rastreabilidade animal.
Agora, o desafio passa a ser a manutenção do status sanitário, o que exige a continuidade da vigilância epidemiológica ativa, o envolvimento constante dos produtores e a modernização das práticas de biossegurança em todas as regiões produtoras.

