O Governo de Minas Gerais, por meio das Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) e de Saúde (SES-MG), promoveu, uma reunião estratégica com representantes dos 38 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.
O encontro teve como foco o alinhamento da aplicação dos R$ 12 bilhões previstos no novo acordo de reparação, homologado em 2024, exclusivamente destinados à área da saúde.
O objetivo central da reunião foi definir ações conjuntas que garantam o uso eficiente desses recursos, com ênfase em melhorias estruturais e ampliação da rede de atendimento nos territórios afetados pela tragédia.
Planejamento compartilhado
De acordo com o secretário-adjunto de Planejamento de Minas Gerais -Seplag-MG, Rodrigo Matias, o momento exige cooperação entre Estado e municípios para que as ações saiam do papel com celeridade e efetividade: “Os recursos já estão garantidos. Agora, cabe ao poder público assegurar que se transformem em melhorias concretas, priorizando atenção básica, vigilância em saúde e serviços mais resolutivos para a população.”
Dos R$ 12 bilhões previstos, R$ 3,6 bilhões serão destinados a ações de curto prazo, como reformas e construção de unidades de saúde, aquisição de equipamentos e ampliação de equipes. Desses, R$ 1,1 bilhão será transferido diretamente aos municípios e R$ 424 milhões ficarão sob gestão estadual para implementação de políticas públicas.
O acordo também estabelece a criação de um fundo permanente de R$ 8,4 bilhões, assegurando a continuidade da assistência em saúde a longo prazo nas regiões atingidas.
A secretária-adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, reforçou que o foco do planejamento está nas demandas específicas de cada território: “Nenhum município é igual ao outro. Nossa função é garantir suporte técnico e assegurar que os investimentos realmente respondam às necessidades locais, com valorização do SUS e dos profissionais da saúde.” Algumas cidades já apresentaram diagnósticos prontos e projetos executivos concluídos. Nesses casos, os primeiros repasses começam a ser organizados, com previsão de que as primeiras obras e ações operacionais se iniciem nos próximos meses.
Reparação e justiça
O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015, foi uma das maiores tragédias socioambientais da história do Brasil.
O desastre deixou 19 mortos e provocou impactos devastadores em Minas Gerais e no Espírito Santo, exigindo reparação robusta e ações estruturantes para os territórios afetados.

