Ozzy Osbourne morre aos 76 e encerra era do heavy metal

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Cantor lutava contra o Parkinson. Foto: Instagram/Agência Br.

A história do rock mundial perdeu nesta terça-feira (22) um de seus maiores ícones.

Morreu Ozzy Osbourne, aos 76 anos, vítima do Parkinson que enfrentava há anos.

Conhecido como o “Príncipe das Trevas”, o cantor britânico encerra um ciclo glorioso e turbulento — repleto de excessos, genialidade e revoluções musicais.

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A notícia da morte foi divulgada por sua família, por meio de um comunicado comovente. “É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que comunicamos que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor”, informou a nota.

Último ato: a despedida em Birmingham

Curiosamente, há apenas 17 dias, segundo a Agência Brasil, Ozzy subiu ao palco pela última vez. O show de despedida aconteceu em Birmingham, na Inglaterra — sua cidade natal — e marcou oficialmente o fim do Black Sabbath, banda que fundou e eternizou.

O evento reuniu mais de 45 mil pessoas no estádio e cerca de 150 mil espectadores online. Bandas como Metallica, Guns N’ Roses, Pantera, Slayer e Gojira prestaram tributo ao Sabbath em uma celebração que, agora, ganha contornos históricos.

Ao fim da noite, o próprio Ozzy subiu ao palco — sentado em um trono negro no centro da cena. Sem a energia elétrica de outrora, mas com a força simbólica de quem moldou o heavy metal com as próprias mãos, o cantor entregou quatro clássicos: War Pigs, N.I.B., Iron Man e Paranoid. Um adeus digno de lenda.

Do Sabbath ao estrelato solo

Ozzy Osbourne despontou no final da década de 1960 como vocalista do Black Sabbath. O primeiro álbum, de 1969, é considerado por muitos o nascimento oficial do heavy metal. A voz sombria e inconfundível de Ozzy casou perfeitamente com a guitarra grave de Tony Iommi, o baixo visceral de Geezer Butler e a bateria precisa de Bill Ward.

Após oito álbuns com o grupo, Ozzy seguiu carreira solo. E, longe de se apagar, brilhou ainda mais. Seu disco de estreia, Blizzard of Ozz (1980), colocou no mundo clássicos como Crazy Train, Mr. Crowley e Goodbye to Romance.

A partir dali, nascia a figura solo de Ozzy — e se consolidava um ídolo global.

Pop, polêmico e imortal

Com 13 discos solo lançados, participações em 11 filmes, e até um reality show familiar que fez dele um ícone pop nos anos 2000, Ozzy Osbourne rompeu as barreiras do rock. Escandaloso e excêntrico, acumulou histórias surreais — como a vez em que arrancou a cabeça de um morcego no palco, pensando ser um brinquedo. Precisou tomar vacina contra raiva na sequência. Tomou também outras tantas substâncias.

Viveu intensamente, como se o fim nunca chegasse.

Apesar da fama de maldito, encerrava cada show com o bordão “Deus abençoe todos vocês!”. Uma alma inquieta, complexa, única.

Em 2013, Ozzy ainda voltaria a gravar com o Black Sabbath o disco 13, com músicas inéditas. Em seguida, percorreu o mundo ao lado dos antigos colegas em uma turnê de despedida. Mas ninguém imaginava que a verdadeira despedida viria em 2025, pouco depois de cantar suas últimas notas.

 

 

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