Mulheres continuam sendo maioria
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 eleitores estão aptos a votar nas eleições de outubro. O número representa um crescimento de 2,29 milhões de eleitores em comparação com o pleito de 2022, alta de 1,46%.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.
Norte lidera crescimento do eleitorado
Entre as regiões do país, segundo a Agência Brasil, o maior avanço proporcional foi registrado no Norte, que ganhou cerca de 549 mil novos eleitores desde a última eleição presidencial. O total passou de 12,5 milhões para 13,1 milhões de pessoas aptas a votar.
O eleitorado brasileiro residente no exterior também apresentou crescimento expressivo. O número de brasileiros aptos a votar fora do país saltou de 697 mil para 918 mil, aumento de 31,8%. No exterior, os eleitores votam apenas para presidente da República.
As mulheres continuam representando a maior parcela do eleitorado brasileiro. Neste ano, elas somam 83,8 milhões de eleitoras, o equivalente a 52,84% do total. Em 2022, eram 82,3 milhões.
Após mudanças promovidas pela Justiça Eleitoral, houve aumento significativo dos registros de raça e cor no cadastro eleitoral. Os dados mostram crescimento em todas as categorias de autodeclaração, incluindo pessoas pardas, pretas, indígenas e brancas.
A faixa etária com maior número de eleitores é a de 40 a 44 anos, com quase 16 milhões de pessoas. O levantamento também aponta aumento da participação dos eleitores com mais de 60 anos, que passaram a representar 23,6% do eleitorado nacional.
Por outro lado, houve redução na participação dos jovens. O número de eleitores entre 21 e 34 anos caiu em relação a 2022, assim como a quantidade de eleitores com até 18 anos, que registrou queda de mais de 600 mil pessoas no período.
Os dados reforçam as mudanças no perfil do eleitorado brasileiro às vésperas das eleições gerais deste ano.
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