Cesta básica tem queda em 15 capitais e alta em 12

Cesta basica cai em 15 capitais EBC Arquivo Balcao news 21 8 25 Cesta basica cai em 15 capitais EBC Arquivo Balcao news 21 8 25
Pela primeira vez, o levantamento contemplou todas as 26 capitais e o Distrito Federal. EBC/Arquivo.

É o que aponta pesquisa do Dieese e Conab

O preço do conjunto de alimentos essenciais apresentou comportamentos distintos em julho de 2025. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada ontem, quarta-feira (20) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), houve redução em 15 capitais e aumento em outras 12.

Pela primeira vez, o levantamento contemplou todas as 26 capitais e o Distrito Federal — antes, a amostra se restringia a 17 cidades.

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Capitais com maiores quedas e altas

As reduções mais expressivas foram registradas em Florianópolis (-2,6%), Curitiba (-2,4%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Campo Grande (-2,1%).

Já as maiores altas se concentraram no Nordeste, com destaque para Recife (2,8%), Maceió (2%), Aracaju (2%), João Pessoa (1,8%), Salvador (1,8%), Natal (1,4%) e São Luís (1,4%).

Capitais com cestas mais caras

Em valores absolutos, São Paulo liderou o ranking, com a cesta básica mais cara do país (R$ 865,90), seguida por Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48).

Na outra ponta, os menores preços foram observados em Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74), Salvador (R$ 635,08) e Porto Velho (R$ 636,69) — reflexo da composição diferenciada da cesta nas regiões Norte e Nordeste.

Alta em 12 meses e no acumulado de 2025

Ao comparar julho de 2024 com julho de 2025, verificou-se aumento em todas as 17 capitais já pesquisadas antes da ampliação, variando de 2% em Belém a 19,5% em Recife.

No acumulado do ano, os preços também subiram em todas as cidades monitoradas, com variações entre 0,3% em Goiânia e 11,4% em Recife.

Impacto no salário mínimo

Com base na cesta mais cara (São Paulo), o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em julho deveria ser de R$ 7.274,43 — o equivalente a 4,79 vezes o valor em vigor (R$ 1.518).

O levantamento, segundo a Agência Brasil ainda aponta que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 50,9% da renda líquida (após o desconto previdenciário) com a compra da cesta básica.

Em junho, o percentual havia sido de 51,1%.

Preços dos principais produtos

  • Arroz: queda em quase todas as capitais, com destaque para Porto Velho (-7,1%), Palmas (-5,2%) e Florianópolis (-5%). A única alta ocorreu em Recife (0,65%).

  • Feijão: recuo em 24 capitais; as maiores quedas foram em Vitória (-6,9%) e Florianópolis (-5,2%). Pequenas altas ocorreram em Porto Velho (0,6%), Maceió (0,4%) e São Luís (0,3%).

  • Café em pó: redução em 21 cidades, especialmente em Belo Horizonte (-8,1%) e Teresina (-3,9%). As maiores altas apareceram em Macapá (7%), Cuiabá (1,3%) e Boa Vista (1,1%).

  • Carne bovina: comportamento misto, com altas em 11 capitais — como Boa Vista (2%) e Salvador (1,8%) — e quedas em 16 cidades, lideradas por Belém (-2,9%).

Contexto internacional

Segundo o Dieese, a queda no café foi influenciada pelo avanço da colheita brasileira e pelas oscilações da commodity em Nova York e Londres, após a imposição de tarifa de 50% dos EUA sobre importações.

Já no caso da carne bovina, a tarifa americana reduziu as exportações, favorecendo o mercado interno e pressionando os preços para baixo.

 

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